quinta-feira, 31 de outubro de 2013

THIERS MOREIRA – “O MENINO E O PALACETE”

                                           


O MENINO E O PALACETE
(Livro do acervo de Waldir Carvalho)

Do livro:  "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2

   “A 21 de dezembro de 1963, mais um evento cultural se realizava na cidade.
  Era a “III NOITE DO AUTOR CAMPISTA”, visando divulgar o talento e as criações dos que se dedicaram às letras na planície. Desta vez, o encontro foi dedicado a THIERS MOREIRA, feliz autor de “O MENINO E O PALACETE”, que no saguão dos Correios e Telégrafos, autografava mais um dos seus livros: ”OS SERES”.

   Na mesma ocasião, por iniciativa de seus amigos e admiradores, foi o escritor conterrâneo homenageado com a fixação de uma placa na entrada do Hotel Amazonas, em cujo casarão, vivera a sua infância, o qual tomou como cenário de sua brilhante obra literária: “O MENINO E O PALACETE”.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LAPA: FÊNIX DA PLANÍCIE


                                                       (Foto: http://camposfotos.blogspot.com.br/)


   Conforme nos narra o historiador Waldir Carvalho em “Campos depois do Centenário” Vol. 1, o CAIS DA LAPA foi inaugurado em 20 de setembro de 1959.

    Mediante esse fato relevante, suscitou no homem de letras, escrever o texto reproduzido a seguir:

LAPA: FÊNIX DA PLANÍCIE
(Crônica de Waldir Carvalho publicada no jornal “A CIDADE” em 12/04/1960)

     “A Lapa está voltando a ser a Lapa...”
    Dá até vontade da gente cantarolar a música do carnaval do passado, sucesso do também inesquecível Chico Alves. E por que esse desejo de cantar,por certo,indagarão?
     Ora, porque a Lapa, sim a nossa Lapa, está voltando a ser a Lapa. Ressurge, para alegria de todos nós que a veneramos, na mente dos homens públicos.
     Como a de do carioca boêmio, a nossa Lapa teve os seus dias. Sua história não está ligada à boemia de um povo, mas ao seu progresso, ao seu romantismo, acima de tudo.
     O tempo começou a passar depressa. O campista não podia viver mais como no tempo dos barões, com a calma no andar, no falar, no agir. Até a gostosa sesta do meio dia, acalentada pelo tropel dos muares e puxar carroções, o “nordeste” levou. O campista viveria, então, de saudades, de sonhos vividos. Em seus devaneios, ele se manteve presente no passado... Em seus momentos de lazer, roubadas às obrigações de um cotidiano quase sem sentido, viu na tela da recordação, a Lapa dos seus bons dias .A lapa com suas palmeiras ,com suas figueiras da Índia, com seu velho cais enfeitado de velas brancas.
     Ah!... O campista, poeta de nascença viu-se até acomodado no “banco das cismas”, tal como Azevedo Cruz contemplando o Paraíba nas noites de luar fazendo cócegas na curva da Lapa.
    Era tempo de despertar. A Lapa da igreja secular, dos soldados que acordavam com a alvorada dos pardais, da Fábrica, que é patrimônio da gente operária, estava a merecer os cuidados  dos tempos modernos.
   Embora constrangendo os homens queimados das embarcações primitivas, constrói-se o CAIS. Depois, bate-estacas com seu barulho constante, afugentam o “Ururau” - inquilino de um velho sino - segundo Gastão Machado e ergue-se a ponte.
     Que faltava agora à Lapa? Quase nada e tudo.
     A Lapa era toda ,um quadro sem moldura.
    Só um campista divisando a cada hora o cenário incompleto poderia sentir na alma, o desejo urgente de retocar o quadro,iluminar o proscênio fazendo com que a fênix da planície ressurgisse como uma esperança no coração de cada filho da terra.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

TROLLEYBUS POR ÔNIBUS

  
 

TROLLEYBUS
Do Livro: “Campos depois do Centenário” volume III
( Waldir Carvalho)

   “31 de agosto de 1967: Era anunciada, por porta - vozes do Governo Estadual, a troca de linhas aéreas dos trolleybus para em seu lugar, trafegarem ônibus a óleo diesel.

   A  nota foi assinada pelo Sr. Secretário Saramago Pinheiro."

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ASSALTANTES MASCARADOS (1937)

Bonde linha Turfe - Clube
(Cruzamento da rua do Gás com Ipiranga no Turfe - Clube)
(Foto dos anos 60 como ilustração)



Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

ASSALTANTES MASCARADOS


     À meia noite, aproximadamente, no dia 24 de fevereiro de 1937, quando realizava a sua última viagem, o BONDE Nº 15, que fazia a linha Turfe - Clube, para, então se dirigir ao Barracão, ostentando a tabuleta "RECOLHER", foi assaltado junto à Rua Dr. Crespo. Um grupo de mascarados, teria lançado gasolina sobre o veículo e a seguir, ateado fogo.
   Consta que era um bonde de rodas gastas, cujo barulho sobre os trilhos, incomodava demais os passageiros. Soube-se, nos primeiros momentos, que os mascarados não eram passageiros que viajassem com as outras pessoas. E o boato seguinte dava conta de que entre o grupo, movido sem dúvida pela revolta, estavam médicos, advogados, jornalistas e outras figuras de destaque na sociedade campista.

     Comentou o historiador:
     - Pelo visto, assalto e protesto, são coisas antigas.




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TECIDO EM CHAMAS


                                                            TECIDO EM CHAMAS

                                       Do livro: "Campos depois do Centenário" - Vol. 1
                                                               (Waldir Carvalho)

     "Ocorreu no dia 29 de janeiro de de 1947, um incêndio na Fábrica de Tecidos, orgulho do Bairro da Lapa.
       Seu início foi pela madrugada, devorando grande quantidade de algodão.
       Os prejuízos foram inicialmente calculados em 150 mil cruzeiros.
     Durante 4 horas os soldados do Corpo de Bombeiros lutaram contra as chamas até que o fogo foi debelado. 
     Em vista do bom êxito dos membros daquela corporação foi enviada uma carta elogiosa ao prefeito Aquiles Sales, assinada pelo Sr. Godofredo Medeiros em nome da CIA DE FIAÇÃO E TECIDOS INDUSTRIAL CAMPISTA. "

domingo, 27 de outubro de 2013

WALDIR CARVALHO E AS ACADEMIAS DE LETRAS

                                               
         ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS









                                                
          Waldir Carvalho teve uma vida acadêmica intensa.

     Foi membro das seguintes instituições culturais: Academia Pedralva - Letras e Artes; Academia Campista de Letras (em ambas ocupou a presidência); Instituto Campista de Literatura; União Brasileira de Trovadores; Academia Pan-Americana de Letras e Artes; Instituto Histórico de Campos dos Goytacazes; Cenáculo Fluminense de História e Letras (Niterói); I. L. A. (Bom Jesus do Itabapoana); e por último a Academia Fluminense de Letras (Niterói, onde ocupou a cadeira do campista Azevedo Cruz).
        E assim... no dia 28 de maio de 2002 fica o registro da noite inesquecível ,onde estiveram por  lá: familiares, conterrâneos (radicados no Rio e Niterói) acadêmicos (tanto de Campos quanto do Rio e de Niterói) e uma Caravana de Amigos campistas capitaneada pelo Poeta Antonio Roberto. Este,  saudou a todos declamando (de maneira ímpar) o poema: AMANTIA VERBA, de Azevedo Cruz,cujos versos iniciais dizem:



                                                AMANTIA VERBA
                           "Campos formosa, intrépida amazona
                             Do viridente plaino goitacás!
                             Predileta do luar como Verona,
                             Terra feita de luz e madrigais!"





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FAÍSCA MATA CÃES (1942)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)


FAÍSCA MATA CÃES


   No dia 27 de novembro de 1942, durante uma tempestade na baixada campista, caiu uma faísca elétrica na casa de palha de Orbílio Flor, morador na Fazenda Boa Vista, de propriedade dos irmãos Saldanha. O raio desceu das nuvens, matou nada menos de 3 cachorros de caça perdigueiros, que se achavam na cozinha, cujo dono era um caçador residente no Rio de Janeiro. Em consequência, também, do fenômeno, ficaram desacordados por algum tempo, Orbílio, sua mulher e seus filhos.


Fazenda Boa Vista

   OBS: fotos do arquivo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga, bisneto do Coronel Olavo Alves Saldanha, antigo proprietário da Fazenda Boa Vista.


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sábado, 26 de outubro de 2013

CONTOS DE GRAÇA

CONTOS DE GRAÇA
(Waldir Carvalho)

   Um dos hábitos salutares do escritor Waldir Carvalho era transformar suas crônicas, seus contos, suas criações literárias (alguns ainda não publicados) em livrinhos artesanais, os quais distribuía entre parentes e amigos (em especial na praia de veraneio - Farol de São Tomé). E esse seu jeito de agraciar às pessoas, se dava em agradáveis encontros, ora  na pracinha à beira-mar; ora na varanda de sua residência. 
   Regados de boa prosa, mais tarde, ele transformava em  narrativas e, consequentemente, em  mais prazerosas leituras.
   Este, hoje aqui apresentado, tem no título a dupla intenção onde, de GRAÇA além de não ser comprado pelo leitor servia de descontração, pois nele se encontram  histórias bem divertidas! ...  

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PARQUE ALZIRA VARGAS

Parque Infantil Alzira Vargas

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

PARQUE ALZIRA VARGAS


   No dia 9 de fevereiro de 1943, com o projeto do engenheiro Dr. Leopoldo Rodrigues, aprovado pelo Prefeito Salo Brand, tinha início na praça pública junto a Estação da Avenida, o obra intitulada "PARQUE INFANTIL ALZIRA VARGAS", em homenagem à primeira dama do Estado do Rio de Janeiro.


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SEBASTIÃO MOTA - COMPOSITOR CAMPISTA

Sebastião Mota
(Compositor campista)

Do livro: “Campos depois do Centenário” - volume II
(Waldir Carvalho)

      “Em 25 de janeiro de 1956 o compositor campista: SEBASTIÃO MOTA fez sucesso no Carnaval com o samba de sua autoria “Castigo do céu”, (gravadora Continental) e como intérprete, Jamelão.
         O disco foi muito tocado não só em Campos, como em todo o Brasil.
        Já em janeiro de  1959, o inspirado compositor campista (em parceria com Afrânio Rodrigues -  apresentador da Rádio Nacional)  deram posição de destaque  a marcha carnavalesca: “Cobra Venenosa”.
      16 de Março de 1960: uma boa notícia se espalhava pela cidade: SEBASTIÃO MOTA era o vencedor do Carnaval de 60.
      Sua composição vitoriosa trazia o título: “FECHEI A PORTA” gravado mais uma vez por Jamelão, cujos versos inesquecíveis dizem assim:                     

“Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração.

Eu dei pra ela todo o carinho

e no entanto acabei sozinho"


Jamelão - Fechei A Porta


PRAÇA DA BANDEIRA

Praça da Bandeira
(Foto dos anos 60 como ilustração)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)


PRAÇA DA BANDEIRA


   Em 1943, sob a administração do Dr. Salo Band, a Prefeitura continuava o seu plano de urbanização da cidade, fazendo construir a PRAÇA DA BANDEIRA. Para conseguir espaço necessário, a Municipalidade teve que assumir o ônus de desapropriar nada menos de 13 imóveis naquela área.

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Comenta o blogueiro: esta praça foi extinta na administração de Rockfeller de Lima. Em seu lugar foi erguido o Palácio da Cultura.

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

FOGO NOS BONDES


Bonde na rua Barão de Cotegipe

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

FOGO NOS BONDES


   22 de fevereiro de 1937: crescia o boato sobre a iniciativa de grande parte da população de tocar fogo nos velhos bondes que serviam à cidade. De há muito que as reclamações apareciam nas páginas dos jornais, bem como as grandes promessas feitas pelo Governo do Estado, que, em seu lugar de adquirir veículos novos, andava comprando velhas sucatas com que procura enganar o povo. Dessa vez, a revolta era grande. Cerca de 60 latas de querosene foram aprisionadas nas proximidades do barracão da Rua Formosa. Para evitar o incêndio dos bondes, o novo delegado regional, Major Secundino de Oliveira, reforçou o policiamento junto à estação dos elétricos.


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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

WALDIR ATEMPOR@L- "O Diário" de hoje

Waldir Atempor@al

Matéria de capa do Caderno Dmais (Jornal O Diário), onde dá enfoque ao blog.



A matéria completa, pode ser lida acessando aqui:



“NOSSA TERRA NOSSA GENTE”- LIRA DE APOLO

                                                                LIRA DE APOLO

                                               NOSSA TERRA NOSSA GENTE”
           
             Programa  de produção de Waldir Carvalho ,que em idos de 70 era levado ao ar, semanalmente,na emissora Campos Difusora, onde a presença de um narrador(fiel na descrição dos fatos históricos ) era mesclada com música e  poesia.        
            Este, aqui garimpado no acervo (do então, radialista) homenageia  a LIRA DE APOLO ( em 12/07/1975):
           Inicia assim o script:
          Técnica- Acordes fortes de Banda
          Declamador: “Arte sublime, arte imortal, nobre arte
                                   Que enleva até o coração das feras.
                                   Porque no mundo és soberana e imperas,
                                   Não há no mundo quem de ti se aparte”...
                                                 (versos de “ A Música” – Antonio Silva)
      Narrador: Por um imperativo da própria civilização,nasceram as Bandas de Música.Surgiram aqui e ali essas corporações de homens dedicados ao cultivo de uma Arte, que acima de todas as outras,que,quando não absorvem aqueles que nasceram com talento artístico, atraem multidões de apreciadores dessa vibração sonora, que somente os seres superiores são capazes de produzir.
No dia, em que contar a história das Bandas de Música deste país, é certo que todo capítulo será pouco para conter o relato completo das Liras Musicais,que se formaram e florescem nesta terra de Poesia e lirismo de Campos dos Goitacazes.
Entre as Bandas de música fundadas em Campos,uma delas é centenária,cujo história nos propomos a contar neste momento- A LIRA DE APOLO- tema de hoje de:”NOSSA TERRA,NOSSA GENTE”...
          Técnica: Fundo musical para a narrativa
         Narrador: 19 de maio de 1870!Uma data ,que ficaria para sempre gravada com destaque no calendário cultural da terra campista:funda-se em nossa cidade a LIRA DE APOLO!...


...e segue contando a trajetória histórica em 8 laudas escritas!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A CASA MATERNAL

Casa Maternal "Hortência Sodré", depois G.E. Mariana Barreto

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

A CASA MATERNAL


   Esta instituição assistencial teve a sua sede erguida na Praça da República e foi mandada construir pelo então Presidente do Estado, Dr. Feliciano Sodré. Foi inaugurada com o nome de "Hortência Sodré", em homenagem à esposa do governante estadual.
   Em 1935, era dirigida pela Sra. Geny Rebel Marques.


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

CARMEM MIRANDA EM CAMPOS

                                                CARMEN MIRANDA EM CAMPOS


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)


   “17 de dezembro de 1937. Em companhia  da sua irmã Aurora e dos cantores Sílvio Caldas e Almirante,fazia a sua estréia em Campos  a grande estrela do “broadcasting” carioca, CARMEM MIRANDA.
   A “pequena notável", que passaria grande parte de sua vida fazendo sucesso nos Estados Unidos, durante 3 horas, exibiu-se no palco do Teatro TRIANON.

  Para o  acompanhamento, a banda “Jazz Americana “ de Lauro de Miranda. O espetáculo foi deslumbrante.
   O grande público compareceu em massa."

domingo, 20 de outubro de 2013

A CASA DE JOÃO - DE - BARRO

       
                         
                                                    A CASA DE JOÃO - DE - BARRO
                                                                        Crônica
                                                                          (1993)

 (Um dos vários recortes de jornais encontrados no acervo do escritor Waldir Carvalho)


       Amante que sou da Natureza, certa vez em viagem para a minha querida  baixada estacionei o carro sob a sombra de uma árvore frondosa e passei a me deliciar com o canto dos pássaros.
        Foi quando, descobri entre a forquilha de um pé de jenipapo, uma casa de João -  de -  Barro. Até aí, nada demais! Bem... eu poderia embelezar a descrição do achado lembrando que - via de regra - a moradia tão bem erguida por aquele pássaro, costuma ser sobre o esbulho ou seja a tomada de assalto por preguiçosos periquitos, que nela se alojam para pôr seus ovos e ganhar seus rebentos.
        Acontece que o que, realmente, me chamou à atenção, foi o fato de não ser uma casa de João - de - Barro qualquer: tinha dois andares...Um sobrado, sim senhor!
Deveria ser uma construção normal por aquelas bandas, mas foi a primeira que encontrei.
       Como o bom senso me impediu de invadir o domicílio alheio, acabei ficando com e dúvidas que me perseguem: Teria o pássaro, João - de - Barro, penetrado no reino da Razão e progredido em seus projetos? Teria invejado os humanos, que moram em apartamentos?
Na verdade, acredito que tenha sido obra de outro João, que achando a base pronta, só teve o trabalho de levantar as paredes e o teto.
       Todavia, prefiro a ilusão de acreditar, que os animais possam pensar até 10 vezes, antes de fazer alguma coisa.
          Mesmo porque -  acreditem - já vi em plena Av. Getúlio Vargas no Rio, um cãozinho só atravessar após olhar para um lado e para o outro...


sábado, 19 de outubro de 2013

SÓ, NA MULTIDÃO


   O blog traz aos leitores mais um livro da lavra do escritor Waldir Carvalho: "SÓ, NA MULTIDÃO" (1984).

                                               
                                                              INTRODUÇÃO

      Assim relata o autor:
   
       Em primeiro lugar, necessário se faz explicar o título deste livro - SÓ, NA MULTIDÃO -  que reúne crônicas, homenagens, monólogos, onde através dessas páginas, procuro expor  de maneira séria aqueles pensamentos, que me dominaram em várias ocasiões.
    Não se trata de, em momento algum, termos no sentido: só, isolado da multidão. Pelo contrário, estamos revelando que, apesar da grande influência, que o ambiente exerce sobre nós, por várias vezes, nos foi possível ficar a sós no meio de tantos e, observando o comportamento de todos, encontrar motivos para as páginas que neste trabalho foram inseridas.
                                                                
                                                                      O Autor

Nota do blog: A exemplo dos demais livros do escritor aqui apresentados, pinçaremos - vez por outra -  de suas páginas alguns textos  nele escritos.



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DR. FELIPE UÉBE

DR. FELIPE UÉBE

   A vasta e comovente biografia do “incomparável e humanitário” Dr. Felipe Uébe está inserida no livro “Gente que é nome de rua” volume I (Waldir Carvalho). Digna de ser lida...
   Mas, o blog vai se deter em reproduzir (neste DIA DO MÉDICO) a seguinte pesquisa do livro “Campos depois do Centenário” - Volume I:
   Nos narra Waldir Carvalho: "24 de dezembro de 1942. Véspera de um festivo Natal para os campistas. De repente, uma notícia deixou a sociedade consternada.
   É que acabara de falecer o caridoso Dr.’Philippe Uébe’.
   Nascido no Líbano, viera para o Brasil com apenas 10 anos de idade e tendo alcançado êxito em nosso país, veio a ser o médico da pobreza em Campos.
   Ao falecer, contava apenas 33 anos de idade .
   Seu desaparecimento jamais deixou de ser lembrado por pobres e ricos desta cidade.”

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O PRESIDENTE VARGAS VISITA CAMPOS

                                        O PRESIDENTE VARGAS VISITA CAMPOS
                                   
                                      Do livro: “ Campos depois do Centenário”- Vol. 1
(  Waldir Carvalho )



Presidente Getúlio Vargas

   O especial acontecimento teve lugar nos dias 23 de junho de 1936 .
   Naquela data, às 10 horas da manhã, sob grande enorme expectativa por parte de uma enorme massa humana, que se aglomerava às margens do rio Paraíba conduzido pelo hidro - avião “Maringá”o Exmo, Sr. Getúlio Vargas e comitiva, pousava sobre as águas da torrente que inspirava a Azevedo, o seu poema AMANTIA VERBA.
   Pisou terra firme,o Grande Chefe, na direção da Praça São Salvador, sob o som das bandas de música e as palmas da multidão.

                                                              Hidro-avião "Maringá"



OBS do Blog: Tal fato mereceu do historiador - Waldir Carvalho - narrativa distribuída em  quatro páginas do referido livro.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PADRE ROSÁRIO




PADRE  NOSSO

   Livro editado em 1998, no qual o escritor Waldir Carvalho traça o perfil biográfico de PADRE ROSÁRIO.

   Diz o autor, na introdução: Trata-se de um Tributo a um ser extraordinário,  portador de múltiplas missões e de desenvolvida inteligência.
   Além de  obreiro convicto do Bem,sua revelação de homem abençoado está contida nas suas palavras - faladas e escritas - e, muito mais na ação invejável, que tem , com maestria sabido pôr em prática.
   Em se tratando de um sábio pedagogo, um talentoso homem de letras, um inspirado compositor e, acima de tudo, um amado sacerdote, cujo “Rosário”, quis Deus fizesse parte do seu nome resolvi separar os relatos do presente livro, não em capítulos e sim em “contas”. Contas de um rosário ( em número de 20) onde sobressaem:

- Nascimento, filiação, colégio
- O seminário
- A primeira missa solene
- A fundação do Colégio Eucarístico
- A contribuição no legislativo
- A igreja do Saco
- Instituto Santa Teresinha
- Os livros publicados




terça-feira, 15 de outubro de 2013

PROFESSORA LEDA BOYNARD

                                            PROFESSORA LEDA BOYNARD


  Fragmentos do artigo/homenagem escrito por Waldir Carvalho e publicado no  jornal A CIDADE em 06/11/1996.

   “É um dever, sem dúvida, para quem se dedica à pesquisa e a publicar os grandes feitos humanos praticados por aqueles que nascem com a missão ímpar de mostrar os melhores caminhos aos seus semelhantes, exaltar a incomparável empresa, na esperança de que assim fazendo, estará estimulando a tantos outros que, igualmente, muito têm a oferecer.
    Ninguém,  nesta vida, se candidata a figurar na História de seu país, de sua cidade. A ela se incorpora, timidamente pela realização de suas obras.
    Há muito estamos em débito com a Professora Leda de Vasconcelos Tavares Boynard , a quem a sociedade campista tanto deve. Tentaremos resgatar tal dívida, ao apresentar aqui, ligeiros traços biográficos da dedicada e competente mestra.
   Filha de tradicional família, nasceu em Campos dos Goytacazes, no ano de 1921, numa data especial de nossa comunidade - 28 de março – (data de sua fundação).
   Carrega na lembrança a imagem da boa mestra Ignácia Peixoto, que lhe ensinou as primeiras letras.
 No primário estudo no Ruy Barbosa. Os cursos: secundário e normal fez no Liceu de Humanidades de Campos.
   Uma vez senhora da pedagogia iniciou seu trabalho de professora, dando aula em todas as séries, tendo a incumbência da parte artística (música e canto) da Escola.
   Na Igreja do Terço, nesta cidade, a 28 de maio de 1943 casou-se com Luiz Cleverand Boynard e dessa união nasceram: Roberto Luiz, Regina Lúcia e Luiz Carlos.
   Dedicada ao lar e ao magistério, jamais aspirou qualquer função governamental.
  Satisfeita com a meta escolhida considera sua realização mais importante a fundação do EXTERNATO REGINA.
   Gosta de música clássica à popular brasileira.
  Autores preferidos: Machado de Assis, Bilac, Drumonnd, Cecília Meireles e da doutrina espírita: Humberto de Campos e André Luiz.
   Tem como lema: “ Colheremos o que semearmos”.

Pela sua obra cultural, pela figura humana os nossos aplausos a Professora Leda de Vasconcelos Tavares  Boynard.

PONTE DA LAPA

Ponte Saturnino de Brito (Ponte da Lapa)

Do Livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2

PONTE DA LAPA

   A inauguração da ponte sobre o rio Paraíba em frente ao bairro da Lapa, ocorreu no dia 17 de outubro de 1964. O ato que teve caráter político, contou com a presença de figuras importantes da vida pública brasileira.

O Ministro Juarez Távora entre o Prefeito Rockfeller de Lima e o Deputado Alair Ferreira.

   Convidado especial do anfitrião da festa - Deputado Alair Ferreira - presidiu a inauguração o Sr. Juarez Távora, então Ministro da Aviação e Obras Públicas. Outros nomes de destaque: engenheiro Miranda Carvalho; Rockfeller de Lima, Prefeito de Campos e Alberto Dauaire, Prefeito do vizinho município de São João da Barra. À princípio, dois nomes de pessoas ilustres disputavam a identidade da ponte: Juscelino Kubitschek e Saturnino de Brito.

Ponte Saturnino de Brito (Ponte da Lapa)

(2010)



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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“RECLAMES” QUE APARECIAM NOS JORNAIS DE CAMPOS EM 1937

                                      Do livro: "Campos depois do Centenário" - volume I
                                                        ( Waldir Carvalho)



                                         CHOPP, só da  BRASILEIRA
                                         MACHIBA SINGER
                                         ENTEROBIL
                                         ELIXIR 914
                                         CASA  PATRÃO
                                         PÍLULAS GUARANY
                                         CASA ARGOS
                                         BRAVOL (para animais)
                                         ELIXIR DE NOGUEIRA
                                         O CAMIZEIRO
                                         A IMPARCIAL
                                         ALFAIATARIA RENNER
                                         HOTEL MAIA
                                         ATELIER DAS IRMÃS CAMARGO
                                         MÉDICOS: RUFINO FILHO E HERCULANO AQUINO
                                         CASA MUYLAERT
                                         DEPÓSITO DAS SEDAS
                                         CASA CLARCK

O CANGACEIRO

O Cangaceiro

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2

   Em 27 de maio de 1953, na tela do Cine Trianon, era levado o filme nacional "O Cangaceiro" em que participaram os artistas Alberto Rushel, Marisa Prado, Vanja Orico, Lima Barreto e Milton Robeiro, entre outros. Foi um dos primeiros filmes brasileiros a fazer grande sucesso, receber vários prêmios e a ter repercussão internacional. A população campista, durante vários dias fez intensas filas para ver o excelente trabalho, cujo estilo de produção foi revolucionário.




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domingo, 13 de outubro de 2013

LUZ DEL FUEGO





Luz del Fuego
(Revista Copacabana - 1950)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" -  Vol. 2

LUZ DEL FUEGO


    A 19 do corrente mês de abril de 1952, houve um espetáculo nunca visto em Campos. A audaciosa vedete do teatro brasileiro, Luz Del Fuego, para uma série de exibições em que a bela mulher deixando qualquer roupa de lado, aparecia em público coberta, apenas, por uma cobra jiboia um tanto inquieta... No primeiro momento, em nome do decoro, as autoridades prometeram impedir o espetáculo. Com sua lábia e tantos outros artifícios, luz Del Fuego acabou mostrando a sua plástica à grande massa que superlotou o Estádio do Goitacaz. Os ingressos para vera artista exótica se esgotaram nas primeiras horas.



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   Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivacqua, (Cachoeiro de Itapemirim, 21 de fevereiro de 1917 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1967) foi uma bailarina, naturista e feminista brasileira. Luz del Fuego, devido a sua coragem para enfrentar o preconceito de sua época com relação ao nudismo, e pelo pioneirismo na criação do primeiro clube naturista do Brasil, tem hoje sua data de nascimento, 21 de fevereiro, lembrada e comemorada entre os naturistas brasileiros, como "Dia do Naturismo".

   Em 1967, Luz del Fuego e seu caseiro foram assassinados, seus corpos foram amarrados em pedras e depois lançados para o fundo do mar.
   (
http://pt.wikipedia.org/)


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INAUGURAÇÃO DO SANATÓRIO


Ferreira Machado



Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)


   A 29 de janeiro de 1951, era inaugurado no bairro da Coroa, o Sanatório para Tuberculosos, cujo presidente da Associação encarregada do hospital que mais tarde viria chamar-se "Hospital Ferreira Machado", era o industrial Jorge Pereira Pinto.


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WALDIR CARVALHO DOA ORIGINAIS DE SUAS NOVELAS AO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL


MEMÓRIA BEM GUARDADA

 “ Matéria  publicada no “MONITOR MAIS” de 04 de dezembro de 2003”
Jornalista: Alicinéia Gama
Fotos: Ivan Machado
Editora do Caderno de Cultura: Jornalista Patrícia Bueno.
                                                  



      Fragmentos extraídos da matéria:

   “ A partir  do próximo ano, pesquisadores que forem ao Arquivo Público Municipal vão poder conhecer três  novelas do escritor campista Waldir Carvalho .
   A SENTENÇA DIVINA, CANÇÃO DE NINAR e EPOPÉIA DO PATROCÍNIO, todas da década de 50 (radiofonizadas na Radio Cultura de Campos) foram doadas oficialmente e segundo o diretor do Arquivo, Carlos Freitas, "o material vai continuar pertencendo ao escritor. Esse gesto é muito importante. É uma forma de preservar a memória da cidade".
    No que completa, o autor: "Sendo o Arquivo Público um lugar apropriado, resolvi deixar estas obras sob tutela para os pesquisadores". E detalha,  Waldir Carvalho: ‘A Sentença Divina’ e ‘A Canção de Ninar’ possuem cada uma, 20 capítulos e eram exibidas três vezes por semana. A primeira retrata o Controle de Natalidade; já a segunda, aborda Adoção. E acrescenta: ’Embora sejam trabalhos de ficção, são temas inéditos para a época (idos de 57)’
   ‘A Epopéia de Patrocínio’ tem um caráter histórico, cujos discursos da trama eram calcados nos próprios discursos, que o líder abolicionista fazia em praças públicas, e foi ao ar durante o Centenário de José do Patrocínio. O sucesso foi tão grande, entre os ouvintes ,que o último capítulo foi feito em cena aberta.’, finaliza o escritor.”