sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O CARNAVAL DE 1963


                                          
(Foto Ilustrativa)

Do livro: “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Vol. 2
(Waldir Carvalho)

  “Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, a cidade foi aberta a tradicional festa do Carnaval. Na verdade, após a Segunda Guerra Mundial as festividades  carnavalescas jamais voltaram a ter o brilho de outros tempos. O hábito da fantasia e das brincadeiras foi esquecido; a Arte das alegorias  dos Plutões, Macarroni e Indiano não mais foi apreciada pelo grande público; os foliões de ruas se entricheiraram nos salões; as praias da região passaram a atrair a grande massa para os seus bailes e banhos à fantasia.

  Prova o declínio em 63 foi a proibição por parte das autoridades, do limão (malcheiroso, de farinha de trigo, do talco e das bisnagas plásticas, em que pessoas (vítimas de selvageria) eram agredidas por esguinchos de água suja, álcool e até querosene...”

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O CARNAVAL DE 1958

                             
                                                                        (foto ilustrativa)


                                    Do livro: “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Vol. 2
                                                                     (Waldir Carvalho)
  
       “Durante os dias 15, 16 17 e 18 de fevereiro a cidade estava envolvida pelo Carnaval. Não um Carnaval como aqueles que foram realizados antes da Segunda guerra Mundial, mas a insistência de manter a sua tradição.
       Muito embora àquela altura, tal festa tenha, em grande parte, deixado as ruas, penetrado nos salões dos clubes sociais e até rumado para as praias da região, seus aficionados tudo faziam para agradar aos apaixonados da velha folia, válvula de escape para as tensões do dia a dia.
    Assim, no sábado à tarde, com o comércio já de portas cerradas, foram para as ruas os seguintes blocos de salão: OS CAVEIRAS, OS MIRINS, ALMIRANTES e MARUJOS.
Os bailes ficaram por conta dos Clubes: PLUTÕES, SALDANHA, AUTOMÓVEL CLUBE.”


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O CARNAVAL DA PAZ (1946)

                                     
(Foto Ilustrativa)

Do livro:  CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” - Vol. 1
(Waldir Carvalho)               
    
   Desde o início do ano de 1946, o CARNAVAL DA PAZ, comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial, dava sinal de vida.
   O CLUBE MACARRONI anunciava a Primeira  Batalha de Confetes.
   Durante o mês de fevereiro, grande foi a programação apresentada pelos clubes da cidade.
  Em primeiro de março, o BLOCO DOS ENXUTOS, composto de pessoas de todas as classes sociais, promovia sua Batalha de Confetes pelas ruas centrais da cidade”

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES (1957)



Prof. Aldano Séllos de Barros, Profª Maria Thereza da Silva Venancio e Prof. José Revelles Castanho
(Foto: João Castanho)

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)


ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES

  No dia 14 de setembro de 1957, era criada em Campos, a Associação dos Professores de Ensino Médio. A sua diretoria composta de mestres, foi assim formada: Presidente - Prof. José Revelles Castanho; Secretário - Prof. Fernando Andrade; Tesoureiro - Prof. Aldano Séllos de Barros. Os professores, estavam aprendendo a defender os seus direitos.

Obs: na foto acima postada por João Castanho (filho do Prof. José Revelles Castanho) no grupo do Facebook, Solar do Liceu de Humanidades de Campos, estão dois de seus fundadores.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O CARNAVAL DE 1937

                             
(Foto Ilustrativa)

Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Volume 1
(Waldir Carvalho)
     
  “6 de fevereiro. Tinha início o Carnaval. Era grande a animação.
  Do programa constavam grandes bailes para recepcionar o Rei Momo.
  Os clubes sociais: Automóvel Club, Saldanha, Rio Branco e mais no Trianon (abrilhantado pela “Jazz Polo” na Associação dos Empregados do Comércio, Itatiaia (com seu bloco “Bola Vermelha”) e Lira de Apolo davam o tom da alegria.
  Além dos corsos estariam nas ruas, AS MAGNÓLIAS desafiado pelo APAIXONADOS DA COROA.
  Dos blocos de rua , falava-se dos ARRASTA SANDÁLIA, GRUPO DOS PINTORES e ARREPIADOS DA LAPA. Este, afiliado ao Industrial F. Clube, exibiria no domingo de carnaval: Guarda de cavaleiros fantasiados - com caça preta e jaqueta vermelha e preta; Guarda de ciclistas fantasiados; Banda de Clarins e muitos outros...”

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

LADRÃO DE BICICLETA


(Foto Ilustrativa)

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

LADRÃO DE BICICLETA


   21 de fevereiro de 1962: na data em apreço, estranho ladrão de bicicletas foi apanhado antes de quaisquer volta... O fato. Antônio Gomes, natural de São João do Paraíso, estava vivendo de furtar bicicletas nesta cidade. Não agindo sozinho; como os mágicos de circo, tinha a sua "partenaire", sua mulher, criatura de corpo atraente, que servia de isca, atraindo para o interior da casa o ciclista que percorria a sua rua. Assim que a vítima entrava, Antônio sumia com a máquina. Fez isso inúmeras vezes. Fez até o dia em que o investigador Gimenez o tirou da pista para tomar fôlego no xadrez.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

AINDA O CARNAVAL DE 1935

                     
(Propaganda de 1935)

Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Volume I
(Waldir Carvalho)

AINDA O CARNAVAL DE 1935

   Sociedades carnavalescas:

  MOSQUETEIROS DA BAIXADA, MAMA NA BURRA, BANDO DA LUA, UNIDOS DE SANTANA, EMBAIXADA DO CATETE, EMBAIXADA DO SALGUEIRO, OSWALDO CRUZ, QUEM SABE NÃO DIZ, RECREIO DAS FLORES, JAHÚ DO NORTE,  MASTIGA MAS NÃO ENGOLE, GEME QUE TEU GEMER ME FAZ MAL, FELISMINDA MINHA NÊGA, AMENO RESEDÁ, HERÓI BRASILEIRO, GUERREIROS BRASILEIROS, TERROR DA ZONA, MAGNÓLIAS, GUERREIROS DA MONTANHA e o BLOCO DO CENTENÁRIO.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

“MAGNÓLIAS” VENCE O CARNAVAL DO CENTENÁRIO (1935)

             

                                                                 (foto ilustrativa)
                             
                               Do livro:  CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” –volume I
                                                             (Waldir Carvalho)            
                 “Um dos Ranchos carnavalescos mais tradicionais de nossa cidade -  AS MAGNÓLIAS -  fundado em 15 de agosto de 1919 pelo incansável Baçu enfrentando CHUVEIRO DE PRATA,O MIMOSO RESEDÁ, o APAIXONADOS DO NORTE, o APAIXONADO DA COROA e o SEREIA DO NORTE sagrou-se campeão no Carnaval do Centenário da Cidade de Campos.
                Tal certame, refletindo a vontade das autoridades municipais e sociedade campista em geral, se constituiu num espetáculo mais ricos já visto por todos.

                 Em 1952, dezessete anos mais tarde, o rancho AS MAGNÓLIAS, voltava a triunfar, assim como nos anos seguintes, mas a vitória de 1935, representou, sem dúvida,um de seus mais significativos troféus conquistados.”

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"FAROL" ...E INSPIRAÇÃO (1974)

"FAROL"... E INSPIRAÇÃO
(Waldir Carvalho)

Introdução:
  “Este livreto resulta de um passatempo do seu autor, esperando ser o passatempo dos que o lerem, certo de que como o Tempo, o tempo há de passar também. E como diziam os antigos: ‘tudo na vida é passageiro... até o condutor e o motorneiro’.
  A praia, no passado, foi lugar próprio para se pregar mentiras e jamais deixou de ser um ambiente onde predominam “ondas”. Todavia, aí alguém menos preocupado com o cotidiano sempre encontra inspiração para suas páginas singelas e não é ‘farol’!


Do livro: "FAROL" ...E INSPIRAÇÃO
(1974)

BOCA DE SIRI

  "A expressão está consagrada pela gíria e significa: guardar segredo ou manter o assunto na ‘moita’.
  O siri, ao contrário da mulher, nasceu para não falar. Herdou a prudência do hindu.
  Além deste castigo, ele está sujeito a viver como o povo londrino na época da Segunda Guerra: submerso em abrigos, defendendo-se de seus inimigos.
  Aqui em Farol de São Tomé verifiquei, mais uma vez, esses fatores em uma tarde dessas.
 A beira mar estava deserta. Os veranistas permaneciam em suas casas: uns aproveitando a sesta; outros jogando cartas.
  Fui ver o comportamento das ondas, mas tive que deter meus passos diante do show de expansividade, que era dado ver.
  Na superfície polida há pouco pela maré cheia, uma multidão de seres ruivos se entregava à mais  pandemônica das orgias. Era a festa de uma libertação por tempo indeterminado.
  Com os braços erguidos, como que acenando para mim, cada habitante do subsolo corria feliz.
  Dava gosto vê-los. Ninguém, nada havia para perturbar-lhes a calma ou caçar-lhes a alegria e não seria eu, tampouco,que iria desmanchar em segundos, tantos minutos de prazer.
  Pus-me, então, a pensar no que tem sido a conquista da liberdade pelo homem através dos séculos.
  Analisei a dor, que substitui a Paz que se perde.
  Coloquei-me no lugar de cada um dos siris festivos. Resolvi não abrir os lábios para o menor sussurro e conclui, que mesmo falando pouco, a gente às vezes se arrepende de ter falado tanto.
Regressei para casa e em paz com a minha consciência em silêncio."


                                                      

sábado, 8 de fevereiro de 2014

FESTA DE SÃO TOMÉ

                     
(Foto ilustrativa)
                               
                                      Extraído do livreto:"FAROL...E INSPIRAÇÃO"
                                                              (Waldir Carvalho)

   "13 de Fevereiro de 1966.
   É o grande dia da festa de São Tomé (transferida de 21 de dezembro).
  Às 5 da manhã, a população é despertada pelo Dobrado da bandinha de Santo Amaro, sob a regência do maestro Crispim.
   Foguetes e foguetões explodem diferentes em virtude do eco produzido pelas águas do mar.
   O prefeito de Campos e sua exma. esposa são os primeiros a chegar.
   O movimento festivo vai da praça principal aos extremos da zona urbana,Rádio Velho e Colônia de São Bento.
   O povo acompanha: concurso de Pesca, exibição da "Esquadrilha da Fumaça", inaugurações, programas especiais nos Clubes Sociais e - acima de tudo- as cerimônias religiosas em louvor ao Santo Padroeiro."  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"LER, UM VÍCIO BOM"


Waldir Carvalho nas tardes de verões distantes.

"LER, UM VÍCIO BOM"


    A frase citada é de autoria do escritor Waldir Carvalho.
   Os que durantes anos conviveram com ele na praia do Farol de São Tomé são testemunhas de seu "vício".
   Toda tarde, após o terceiro banho de mar (cumpria o ritual de banhar-se sempre bem cedinho; antes do almoço e  lá prás 17 horas) sentava-se em sua cadeirinha de praia e desfrutava da leitura de algum livro.
   À  noitinha, na rede da varanda tecia comentários sobre a leitura vesperal.
   Saudade da boa...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

WALDIR E O MAR


(Foto: Walnize Carvalho)

 Crônica, que retrata a primeira visita do escritor ao Farol de São Tomé:

RECORDANDO
(Waldir Carvalho)
                                   

      “A folhinha açoitada pelo nordeste, assinalava 21 de janeiro de 1933. Com os meus dez anos incompletos e a minha calça curta de suspensórios, cavalguei pajeado pelo bom Antônio, durante horas infindas por toda a imensidão dos campos da Boa Vista, deixando para trás: Santo Amaro, Andreza e Cotia.
     O vetusto solar que havia abrigado o general Pinheiro Machado e que se constituía no “sobrado” dos Irmãos Saldanha, foi o primeiro motivo de admiração para meu espírito de criança.
     Penosa a caminhada, mas a busca do desconhecido, dava- me ânimo necessário para prosseguir. O canto lúgubre do vento a lamber incessantemente a planície sem fim, parecia-me com o gemido de almas penadas de histórias que ouvi de Balabá, ou quem sabe, com o lamento perdido, a vagar pela região, dos escravos de Juca Pinto.
      A emoção me trancava a garganta, qualquer expressão de regozijo. Meus olhos, tais quais pernas de compasso passeavam livres  do Xexé ao Algodoeiro, à procura de nem sei o quê. As andorinhas, aos bandos faziam verão e lembrando as donzelas desconfiadas da redondeza, se mostravam incapazes de cair neste ou naquele laço. Os urubus, em atenta observação junto às nuvens pareciam planejar o próximo banquete.
       Eis que algo de novo aconteceu. A paisagem ganhou nova dimensão, surgiu um novo atrativo para os meus olhos já cansados de belezas: o Farol! São Tomé à vista! Era preciso ver pra crer...
    O tapete aveludado, onde as codornas se escondem dos cães, permitiu que os cascos impiedosos do animal, o pisassem, enquanto a alegria ia crescendo na alma do pequeno e curioso viajante.
     Enfeitando o solo de turmalina, divisava-se o prateado de um estreito e retorcido riacho. Uma ponte, tão rústica me levou a imaginar, tenha sido obra dos “heréos” na efêmera temporada na terra goitacá.
      A brisa que soprava agora era mais agradável. Tinha a frescura  da maresia.
       Guiado pela carreira de postes telegráficos fui seguindo ao ritmo massacrante do trote que me oferecia o meu cavalo. E o Farol, marco legendário perdido naquele deserto de areias cor de gemada,ia crescendo,crescendo, se agigantando. Majestoso!
      Uma pausa para descanso do quadrúpede amigo e para contemplar abismado os cinqüenta metros de construção metálica, sustentando o volumoso projetor de fabricação francesa. Ali estava o guia dos navegantes e dos retardatários peões da Fazenda Boa Vista.
        Mais adiante, o ponto alto do espetáculo: o mar. Indescritível o que senti naquele momento. A vastidão oceânica tinha um aspecto fantástico. O belo (a cortina que se abria)  e o horrendo (o ronco, como um trovão, que se elevava de suas águas revoltas) se mesclavam: a ondulação iniciada ao longe ia se avolumando ao se aproximar da terra firme formando uma curiosa cordilheira, para em seguida derramar-se -  violentamente -sobre indefesos crustáceos, e culminar beijando a areia carinhosamente.
      Há dois palmos acima das ondas, um pássaro malabarista, preparava-se para fisgar um peixe...
      Tudo tão maravilhoso, tão real ainda hoje em minhas lembranças, que ouso dizer, encarnando o menino que julgo sempre ser, que ótimo foi o tempo, que no dizer de Casimiro de Abreu, “os anos não trazem mais”!...”
      (Verão/94)