sábado, 31 de dezembro de 2016

O BLOG ENTRA DE FÉRIAS!...


..não sem antes deixar publicado uma Poesia de WALDIR CARVALHO:

Mansidão de pássaros
                        Waldir Carvalho
Manhã
Canto de pássaros lá fora.
Canto feliz!

Como naquelas manhãs:
Nada muda,
Tudo fala,
A mesma coisa,
No mesmo tom de alegria,
E a felicidade, por bondade ,
Está presente.

Que bom morrer como  um passarinho !
Na pausa de uma cantoria,
No auge de uma louvação de amor!

A humana criatura é tão rica
E tão pobre:
Tem tudo para fazer tudo,
Sem ser tudo,
Não vai além do quase nada,
Nesse nada que é tudo,

Busca lá fora,
O sorriso, a canção, a ternura ,
O amor, a paz, a igualdade,
Busca, enfim ,
A felicidade .

Não vê cá dentro ,
No que tem de profundo ,
A própria essência do mundo ;
Não sente
nos reais poderes seus ,
A presença feliz ,
E redentora  de Deus!

Os pássaros não mudam.
Só o homem quer mais
Anseia e se perde na sua ambição; 
Tantas são as graças que recebe
Poucas são as oferendas que faz

Cansado do planeta,
Que viver noutros  planos,
Nas alturas;
Não eleva o pensamento:
Faz-se aeronauta, astronauta ,
Faz-se cosmonauta,
Faz  loucuras!

Os passarinhos,
Ricos de alegria, de paz, de amor,
De ternura, vive no igual;
Não inventam,
Não lamentam,
Brincam de pique no espaço sideral.

Pela ausência do mal,
Pela presença do bem,
Vale muito a pena,cantar também.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

AUTOR E ATORES DAS NOVELAS RADIOFONIZADAS



NOTA DO BLOG: Com a notícia do falecimento hoje do Rádio -ator SALVADOR MACEDO  está página reproduz  texto escrito por Waldir Carvalho ,bem como a foto de recorte de jornal de matéria feita pelo MONITOR CAMPISTA (escrita pela jornalista Alicinéia Gama) datada de 08 de maio de 2003.







                                                                           O autor                    
         
                                                                      os intérpretes

                                Do livro: "Campos depois do Centenário" - volume II

                                                               (Waldir Carvalho)

                                                      O CRIADOR E AS CRIATURAS

         No referido livro às páginas:39, 40, 41, 42 e 43 o autor relata seus passos importantes  na carreira profissional de RADIALISTA.  
         Agradece e apresenta "os rádio atores, locutores, cantores, sonoplastas que viveram ao microfone da RÁDIO CULTURA DE CAMPOS os muitos personagens de suas  criações em novelas, rádio-teatro, sketcs humorísticas, novelas históricas...

sábado, 24 de dezembro de 2016

EXPEDIENTE BANCÁRIO (1962)


                               (Antigo Banco do Brasil)

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" – volume II
(Waldir Carvalho)

EXPEDIENTE BANCÁRIO
(1962)

   "A partir  de 15 de setembro de 1962, como aconteceu em todo o Estado e conforme acordo entre bancários e banqueiros, nos bancos de Campos ficava extinto expediente aos sábados." 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

EXPOSIÇÃO DE FOTOS COLORIDAS


(Imagem Ilustrativa)



Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)


EXPOSIÇÃO DE FOTOS COLORIDAS


     No dia 20 de abril de 1957, era aberta a 1ª Exposição de Fotos Coloridas de Campos. A iniciativa foi da Sociedade Campista de Fotografias. Ocorreu no saguão da Associação Comercial de Campos. Dado o êxito alcançado, a entidade marcou para breve o lançamento de um concurso para a escolha de "Miss Objetiva". As bases do para o certame estavam sendo elaboradas pela Sra. Edith Manhães Blasi, do Departamento Feminino da entidade.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

NOVO APAGÃO

imagem ilustrativa

Do livro:"Campos depois do Centenário" volume III
Waldir Carvalho


              "Em  16 de julho de 1967 assinalava em Campos um novo APAGÃO.
             A falta de energia elétrica levou a cidade  a ficar sem pão, sem jornais e quase sem carne verde. 
             Lampiões e velas  eram o que mais se vendia no comércio local.
           Gente espirituosa logo criou e espalhou  pelas ruas o seguinte slogan: ' Chega de escuridão; Campos exige solução!'.
            A própria sigla da empresa ganhou novo significado: E F E - Empresa Fluminense de Escuridão..."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SERVIÇO DE SALVA-VIDAS EM FAROL DE SÃO THOMÉ

Pesca de arrastão no Farol de S. Thomé
(1960)

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)
Em 9 de fevereiro de 1960, era inaugurado nesta data, na praia do Farol de São Thomé, o 1º Serviço de Guardas-Vidas. Numa época em que a praia campista era temida devido ao permanente mar agitado, tal providência, há muito reclamada, vinha afinal, preencher uma grande lacuna. A feliz iniciativa foi do prefeito José Alves de Azevedo que, selecionando elementos que fizera estagiar no Rio de Janeiro, inaugurou em boa hora aquela atividade. Não é necessário dizer da excelente acolhida por parte dos frequentadores da citada praia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CAMPISTA INVENTA NOVO ESPORTE (1945)


 

(Imagem Ilustrativa)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)


CAMPISTA INVENTA NOVO ESPORTE

    1945 - Na segunda quinzena de fevereiro, viera do Rio, onde jogava futebol em grandes clubes, Zaqueu Ferreira da Silva, com a finalidade de lançar em sua terra natal, o "Kick-Goal", um esporte de sua invenção e que viria a enriquecer Campos. Suas palavras: "Campos enriquecerá a vida esportiva brasileira. Eu inventei o "Kick-Goal" que, pela sua beleza e originalidade, conquistará a platéia esportistas".

   E exibindo um folheto continuou: "Eu estudei a realização desse esporte durante cinco anos. Coloquei em prática na Pedra de Guaratinguetá. Não quis explorá-lo porque sou campista e quero que surja em Campos o "Kick-Goal". E disse mais, Zaqueu: "Apenas difere do futebol porque é jogado com a mão e a marcação dos tentos obedece a um sistema difícil. O segredo reside na área que mata as jogadas. Sua dimensão é 2 x 4 metros. Quem entrar nela estará fora de jogo. A bola, também, não pode tocar aquele setor. Para a conquista dos tentos é necessário que a bola, fira o terreno num só "kick" e ganhe a rede defendida por um "keeper". A equipe constará de 10 jogadores e só é permitido o uso da cabeçada. Contando com a colaboração de Carino Quitete, Zaqueu pôde fazer uma demonstração com a equipe do Rio Branco.

   Em termos de invenção, não se teve mais notícias do sucesso ou fracasso de Zaqueu Ferreira da Silva.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O REFÚGIO- PRAÇA PRUDENTE DE MORAIS

Praça Prudente de Morais

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

O REFÚGIO

   A 25 de janeiro de 1941 era inaugurado o REFÚGIO da Praça Prudente de Morais (antiga Praça das Verduras) em virtude de ter existido ali, a “Quitanda” de Tia Justina, mãe de José do Patrocínio. Tal construção que tem sido, ao longo dos anos, utilizada como bar, foi destinada aos passageiros de ônibus da linha Turfe Clube. O primeiro coletivo que dali partiu, tinha o nº 10 e pertencia à Empresa Progresso de Campos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PRIMEIRO DESASTRE DE AVIÃO EM CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ) - 1936


(Imagem Ilustrativa)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

PRIMEIRO DESASTRE DE AVIÃO


   O primeiro desastre de avião em Campos, teve lugar no dia 20 de janeiro de 1936. O fato foi com um aparelho do Exército Brasileiro. Quem pilotava o avião foi o Tenente-Aviador Vila Fortes. Procedente do Rio de Janeiro e após fazer evoluções sobre a cidade, no momento da aterrissagem, o aparelho espatifou-se. Ainda bem que o piloto, única pessoa do avião, nada sofreu. Ao sair ileso, Vila Fortes comunicou o acontecido ao Prefeito Sílvio Bastos Tavares que o hospedou até o dia seguinte. O fato não deixou de assustar a população.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

ORFEÃO SANTA CECÍLIA(1941)

Orfeão de Santa Cecília

Do livro: "Campos depois do Centenário" -Vol. 1
(Waldir Carvalho)

    "O Orfeão de Santa Cecília, conjunto orfeônico que veio enriquecer o setor da Cultura Musical de Campos, foi fundado no dia 22 de novembro de 1941, dia consagrado à padroeira da Música, Santa Cecília.

Orfeão de Santa Cecília

     Seu idealizador e fundador foi o erudito Professor Newton Perissé Duarte.
     Foi diretor da entidade até 1964.
    Nos valendo do brilhante texto de Vicente Rangel, informamos que, foram atraídos vários intelectuais, escritores e artistas de Campos.
    O primeiro Concerto foi realizado no Trianon, em 19 de agosto de 1949,  por ocasião da apresentação do consagrado pianista polonês Miécio Horszowski.
     Ao longo dos anos inúmeros artistas de projeção nacional e internacional se apresentaram.
   Com o falecimento do seu fundador e regente (1965) assumiu a direção musical a Professora Vânia Ventura Barreto.


     O Orfeão Santa Cecília é considerado um dos maiores patrimônios artístico-musicais de nossa terra..."

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CAMPOS(1961)

A Santa Casa e a Igreja Mãe dos Homens


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2

SANTA CASA ERA DERRUBADA


   13 de setembro de 1961: estava sendo derrubado o velho prédio da Santa Casa de Misericórdia, na Praça do SS. Salvador. Tal demolição inspirou hilariante piada pelo centro da cidade. É que o antigo casarão há anos havia sido TOMBADO pelo órgão competente do Patrimônio Nacional. Nesse caso, a administração da Santa Casa estaria erroneamente interpretando o vocábulo "tombado" por DERRUBADO... Na verdade são palavras sinônimas, mas devido à célebre Torre de Pombos, o verbo "tombar" ganhou um novo sentido.


   Que pena! Mas agora Inês é morta...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ESTAÇÃO DA AVENIDA (1951)

Estação Avenida

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2.
(Waldir Carvalho)

   "Em junho de 1951, a antiga "Estação da Avenida", ponto de embarque e desembarque diário de passageiros dos trens da Leopoldina, com destino a Atafona e Santo Amaro, deixou de funcionar.
   O fechar de suas portas foi como uma nuvem negra impedindo a luz do luar, naquele 31 de maio de 1952, que assinala a sua paralisação definitiva.
   A construção do curioso prédio em forma de arco, que ficava no antigo Passeio Municipal, bem em frente à então Rua das Palmeiras, data do século passado (o volume 2 foi editado em 1995).
   Sua inauguração, que foi um ato festivo, ocorreu no dia 10 de outubro de 1889. De um lado ficava a sala do Agente e telegrafistas, do outro, o armazém para as cargas recebidas e despachadas.
   Durante a primeira gestão do Dr. José Alves de Azevedo como Prefeito de Campos, já não havendo mais o prédio utilizado, a velha estação, que havia prestado relevantes serviços durante 62 anos, foi destruída.
   Para sermos precisos, a derrubada teve início no dia 14 de setembro de 1952, o término se deu em 30 de novembro de 1953.
   Pena que aquela construção singular, espécie de pavilhão de feira de amostra não tenha permanecido como os arcos da Lapa no Rio de Janeiro, assinalando uma fase de progresso para Campos! Que fazer? Até o Teatro Trianon não teve outro destino!"

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE CAMPOS(1962)



                                              Do livro:"Campos Depois do Centenário" -volume II
                                                                  (Waldir  Carvalho)

     O autor narra:"O C M C viu alguns de seus alunos vitoriosos em concursos realizados fora de Campos, como também vários deles concluíram com brilhantismo cursos em outras Escolas nas áreas de Piano e Canto Orfeônico e realizaram recitais e concertos apreciados pela crítica e pelo público em diversas cidades brasileiras.
    E completa:"Graças ao conceito granjeado, o CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE CAMPOS é uma daquelas instituições, em torno das quais gravitam as atividades educativas, artísticas e culturais da cidade"... 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

TROLLEYBUS POR ÔNIBUS


TROLLEYBUS
Do Livro: “Campos depois do Centenário” volume III
( Waldir Carvalho)

   “31 de agosto de 1967: Era anunciada, por porta - vozes do Governo Estadual, a troca de linhas aéreas dos trolleybus para em seu lugar, trafegarem ônibus a óleo diesel.

   A  nota foi assinada pelo Sr. Secretário Saramago Pinheiro."

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

INAUGURAÇÃO DA RODOVIA DO AÇÚCAR (1962)

 INAUGURAÇÃO DA RODOVIA DO AÇÚCAR
                                
Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II
(Waldir Carvalho)

     "30 de junho de 1962: Dia festivo para a população de toda Baixada Campista.Era inaugurada a "Estrada do Açúcar.
   Na oportunidade o autor deste livro - filho da região - tomado pela emoção dos seus conterrâneos,publicou em três partes,no jornal "A Notícia"  o ensaio que se segue".

O blog reproduz fragmentos:

RODOVIA DO AÇÚCAR

   “Rodovia do açúcar! Estrada do Açúcar para os novos; Estrada Grande para os nossos avós...
   Agora crismada com a doçura de um título, que te faz portadora de nossa crescente  admiração..
   Tu testemunhaste o dia-a-dia da gente simples, que te percorreram desde  tempos idos.
   Tu nasceste como nasce o rastro desordenado feito pelos pés do gado, através do campo em demanda do riacho mais próximo. Foram - sem dúvida- os índios goitacaz, quem te traçaram em dia que vão longe.
  Depois foste o trilho dos mamelucos. Mais tarde, te tornaste caminho preferido dos missionários Carmelitas e Beneditinos, que às suas margens ergueram os primeiros templos religiosos. Também serviste de via de comunicação aos Assécas, que se fizeram donos da Capitania dos Sete Capitães...
    Por ti, transitaram na calada da noite escravos fugitivos de fazendeiros de engenhos.
   Quantas cenas se desenrolaram em todo o seu percurso: o Barão da Lagoa Dourada fez de ti um roteiro de realeza e dotou-te de caminho de ferro; Pinheiro Machado encontrou na Boa Vista , um pedaço tranquilo para se lembrar do seu Rio Grande do Sul...
   Quantos carros, velha estrada, se viam atolados em seus lamaçais com destino à praia do Farol de São Tomé antes do calçamento...
   Tu viste depois surgir a estrada de rodagem e por ti passarem, carros de passeio e transporte coletivo...
   Estrada do Açúcar! Dos cantadores de reis, dos boiadeiros, do cantar dos galos, da camada espessa de sereno !...

E, de repente, a inauguração!
Dia máximo de tua História!

   Tu sentiste como que a acariciar-te o toque de pneus ligeiros; dos sapatos em pés apressados; a suavidade de pés descalços de gente humilde no teu dia de festa...
   Tu ouviste, na hora de tua inauguração como rodovia asfaltada, a música da banda de Santo Amaro, da Lira de Apolo; o eco emocionado dos oradores e  o aplauso efusivo de pessoas - como eu –que aprenderam a dar os primeiros passos por ti em agradecimento ao grande feito neste 30 de junho de 1962.”

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O MAIOR ASSALTO DE RUA(1947)

(Foto ilustrativa)

Do livro:  CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” –volume I

            (Waldir Carvalho)


            "11 de janeiro de 1947.Tido como o maior assalto de rua, o fato teve como vítima a srª Diva Batista.
                 Após retirar do banco,20 mil cruzeiros e de ter deixado a Rua Barão de Cotegipe,a Beira Rio ao entrar na Santos Dumont, foi atropelada por uma bicicleta conduzida por José Florêncio.
               Com o choque proposital os pacotes  de dinheiro caíram.
               O assaltante pegou o que pôde e deu no pé.
            A polícia foi pegar Florêncio nos canaviais da Usina do Queimado.O dinheiro foi devolvido e a imprensa diz que nunca vira coisa igual..."

terça-feira, 11 de outubro de 2016

FIM DO VELHO TRIANON

FIM DO VELHO TRIANON


 FIM DO VELHO TRIANON
(Waldir Carvalho)

   Encontro no acervo do escritor várias páginas  datilografadas pelo autor (não localizada se transformou em crônica ou pertenceria ao projeto do "Campos depois do Centenário" - Vol. IV).
   Transcrevo,pois, fragmentos:
  " No início do mês de junho de 1975 foi impresso e distribuído um convite à comunidade campista:

C O N V I T E

CINE TRIANON
(Programação beneficente do Lions Clube de Campos)
"Noite do Adeus"- sessão despedida com o filme  GILDA
Dia:08/06/1975
20 horas
Cr$ 20,00
 PROGRAMA:
Às 19 horas:
   Recepção pelos componentes do Lions Clube de Campos, ofertando chaveiros aos possuidores de tickets.
Às 20 horas:
Apresentação do filme: GILDA
Com: Rita Hayworth
Glen Ford
George Mc Cready
Produção: Virgínia Van Upp
Direção: Charles Vidor
Ano: 1921
Campos, 08 de junho de 1975

   A seguir, o escritor transcreveu, na íntegra o texto contido no livreto/convite com o histórico do monumento histórico, que vai desde a INAUGURAÇÃO  DO THEATRO TRIANON (25/05/1921) com suas instalações (nº de cadeiras, frisas, balcões, camarotes, galerias) quanto à fabulosa "orchestra"com elenco de 105  personagens... ( o que nos cabe somente a citação).
   Ao término escreve Waldir: "Depois, como ninguém desconhece, o melhor do teatro, da música e do cinema internacional passou pelo Trianon. Alguns nomes: Leopoldo Fróes, Alda Garrido, Aracy Cortes, Vicente Celestino, Bidu Sayão, Procópio e Bibi Ferreira, Raul Roulien, Mesquitinha, Carmem Miranda, Mojica, Dulcina, Eva Tudor, Henriqueta Brieba , entre muitos e muitos...
   Somente os campistas - governantes e povo -   que desconheceram a bela história do Trianon de Paula Carneiro, foram, por falta total do verdadeiro bairrismo, capazes de permitir que houvesse uma tristíssima "Noite do Adeus" em 08 de junho de 1975...

sábado, 8 de outubro de 2016

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES (1946)

(Imagem Ilustrativa)

Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Volume I
(Waldir Carvalho)

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES (1946)

       “Fundada em  8 de julho de 1933, a FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES festejava o se 13º aniversário em 12 de julho de 1946, cuja Diretoria se segue: Presidente -  Elmo Moreira; Vice- Leandro A.Crespo; Secretários – Gilson Queiroz Vieira e Enilce Falcão; Tesoureiros- Reinaldo Souza e Rui Santos
        Passou por um período de inatividade.
        Em 1941 voltou  com o nome “Casa do Estudante” sob a direção de Nagib Seleme.
        Em 1943 ressurgiu a Federação.”

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O CAMPISTA NILO PEÇANHA

Nilo Procópio Peçanha
(Campos dos Goytacazes, 2 de outubro de 1867 — Rio de Janeiro, 31 de março de 1924)

NILO PEÇANHA

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

   A 31 de março de 1951, data de aniversário de falecimento do Presidente Nilo Peçanha, por lembrança dos intelectuais de sua terra natal, foi mandada celebrar, na Catedral Diocesana, missa por intenção de sua alma, à qual compareceu grande parte da sociedade campista.

sábado, 1 de outubro de 2016

DR FELIPE UÉBE

DR. FELIPE UÉBE

   A vasta e comovente biografia do “incomparável e humanitário” Dr. Felipe Uébe está inserida no livro “Gente que é nome de rua” volume I (Waldir Carvalho). Digna de ser lida...
   Mas, o blog vai se deter em reproduzir a seguinte pesquisa do livro “Campos depois do Centenário” - Volume I:
   Nos narra Waldir Carvalho: "24 de dezembro de 1942. Véspera de um festivo Natal para os campistas. De repente, uma notícia deixou a sociedade consternada.
   É que acabara de falecer o caridoso Dr.’Philippe Uébe’.
   Nascido no Líbano, viera para o Brasil com apenas 10 anos de idade e tendo alcançado êxito em nosso país, veio a ser o médico da pobreza em Campos.
   Ao falecer, contava apenas 33 anos de idade .
   Seu desaparecimento jamais deixou de ser lembrado por pobres e ricos desta cidade.”

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

CICLISMO FEMININO EM CAMPOS(1936)

(Ciclistas femininas nos anos 30)

                 Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – Vol. 1
(Waldir Carvalho)

     “Em janeiro de 1936 causava espanto, mulher montada em bicicleta nas ruas de  Campos. Pelo menos, alguém sob o pseudônimo de Jonathas e pelas páginas do jornal  ‘A CIDADE’ informava e até concordava com a crítica.
    Comentava o articulista que o ciclismo feminino, além de feio para o belo sexo, entre outras coisas promovia certos atropelos. E para ilustrar, relatava o que sofrera certa vítima, nas esquinas de Sacramento e Conselheiro Otaviano.
Em contrapartida, as jovens ciclistas afirmavam que haviam descoberto na bicicleta a forma de manter as linhas do corpo.


Mesmo assim - Jonathas – pedia que a polícia proibisse ciclistas de saia...” 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CRÔNICA: O CANDIDATO

                                                          Do livro: "O Espetáculo"(1970)
                                                                  (Waldir Carvalho)

sábado, 17 de setembro de 2016

A PRIMEIRA FESTA DO AÇÚCAR(1957)

                                                Do livro:"Campos Depois Do Centenário"-volumeII
                                                               (Waldir Carvalho)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

MULHERES CAMPISTAS QUE FORAM À SEGUNDA GUERRA







                            Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)         
         Duas mulheres campistas estiveram na Segunda Guerra Mundial. Uma delas, foi a Segunda Tenente Lília Pereira da Silva. Filha de Paulino Pereira da Silva e Aidée Guimarães e portadora do diploma de enfermeira, incorporou as Forças Expedicionárias, marcando a presença da mulher campista na guerra que abalou o mundo de 1939 a 1945. Lília prestou o melhor dos seus serviços e, mesmo tendo sido acidentada, voltou ao nosso país, vitoriosa, em 27 de dezembro de 1944.


            A outra, foi Maria José Vassimon de Freitas, que nascida na terra de Benta Pereira, esteve servindo às Forças Expedicionárias durante o conflito. Filha de Joviniano Freitas e Maria Vassimon Freitas, Maria José, na condição de Enfermeira Socorrista, deu a melhor de sua contribuição, atendendo os feridos que puderam ser retirados dos campos de batalha. Não é sem motivo que a bandeira do nosso município traz esta inscrição: "Aqui, até as mulheres lutam pelo Direito!"

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

ESCOLA DO BANCÁRIO (1945)

                           (foto ilustrativa- Agência do Banco do Brasil na Praça São Salvador)

                                           Do livro:"Campos Depois do Centenário"- volume I
                                                                (Waldir Carvalho)

        ESCOLA DO BANCÁRIO- "No primeiro dia de fevereiro de 1945 era inaugurada a ESCOLA DO BANCÁRIO, por iniciativa do Sindicato dos Bancários, destinada aos seus associados e a mocidade em geral.
        Seus orientadores:Dr.Américo Rodrigues da Fonseca Filho e o jornalista Jaci Pacheco.
        Compareceram ao ato,além do público,o prefeito Salo Brand e o tenente Daniel de Araújo Góis.
         Depois da fala do chefe do Executivo Municipal, fez uso da palavra o presidente do sindicato da classe, o Dr.João Rodrigues de Oliveira.
         Na ocasião, o prefeito ratificou o seu compromisso da doação de terrenos para a construção de casas para os bancários campistas.Foi muito aplaudido..."
  

terça-feira, 6 de setembro de 2016

HOSPITAL ABRIGO DR.JOÃO VIANA (1947)


Abrigo "João Viana". Sede antiga.

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" – Vol. 1
(Waldir Carvalho)

   “O Hospital-Abrigo Dr. João Viana foi fundado no dia 5 de setembro de 1947.
   É parte do Departamento  de Assistência Hospitalar da LIGA ESPÍRITA DE CAMPOS.
   O relato sobre o início de funcionamento do ‘João Viana’ a muitos faz lembrar o quadro doloroso de uma época.
  Seus primeiros assistidos (11 doentes mentais)  que, por falta de acomodação própria, achavam-se jogados nas dependências da Cadeia Pública.
  Assim, embora em instalações modestas à Rua Machado de Assis com Antônio Alves Cordeiro,um grupo de pessoas abnegadas, fez nascer ali, A CASA DA CARIDADE, que se transformaria com o passar dos anos e, graças ao esforço de tantos outros, a obra tão necessária e que se orgulha por demais o povo campista.
   Recorda-se que a área ocupada, no início não tinha as dimensões que veio a ter depois. Em virtude da necessidade de ampliação, sucessivas diretorias tiveram que adquirir terrenos vizinhos e, aos poucos, construir o edifício, que ali existe para a prática do Bem.
   O Hospital-Abrigo João Viana, que traz o nome de humanitário médico do passado, tem prestado a Campos e ao Norte Fluminense, inestimáveis serviços.”

               

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O XADREZ EM CAMPOS


O XADREZ EM CAMPOS

Do livro: “Campos depois do Centenário” – volume 2
(Waldir Carvalho)

    “Entre os anos de 1957 a 1958, Campos chegou a ter o que se chamou de ‘DEPARTAMENTO DE XADREZ’, que funcionou regularmente em salas cedidas pelo Automóvel Clube Fluminense, na rua 13 de Maio.
   A direção era do Sr. Thierry Homero Ribeiro Gomes. E tal foi o seu desenvolvimento, que chegou a produzir alguns campeões, inclusive à nível de Estado.
   Chegaram ao destaque no citado Departamento de Xadrez nomes como os jogadores: Dr. Décio Cretton, Dr. Jayme Ribeiro Gomes, Ricardo Luís Vasconcelos, José Amado Henrique, Oswaldo Ribeiro Gomes, Professor José Luís Glória, Ady Ribeiro Gomes, Ricardo Aziz Cretton, Renê Ribeiro Gomes, Luís Beda, Dr. Lício Laterça e Humberto Ribeiro Gomes.

   Anos depois, o Departamento acabou se transformando no CLUBE DO XADREZ DE CAMPOS.

sábado, 27 de agosto de 2016

GENTE QUE NOME DE RUA- OSVALDO TAVARES


OSWALDO TAVARES
                                        
 Do livro: "GENTE QUE É NOME DE RUA"- volume II
(Waldir Carvalho)
         
         Reproduzo fragmentos de uma vasta e rica biografia: “Oswaldo Rabello Tavares foi um  homem dos ‘sete instrumentos’.Brilhou como advogado, poeta, ator, musicista,declamador e... exímio jogador de Ioiô.
        Na literatura foi autor de incontáveis poemas e sonetos, bem como do livro: ‘Um giro no espaço’.
      Como advogado, foi um profissional considerado, respeitado e até mesmo temido.
      Como ator interpretava de forma brilhante: ‘As mãos de Eurídice’ e a convite do Dr. Godofredo Tinoco atuou, magistralmente: ’Judas no Tribunal’.
       Ficou conhecido na cidade pela habilidade com o seu ioiô (vindo do Japão).   
       Num concurso realizado no Teatro Trianon, o Dr. Oswaldo tirou o primeiro lugar.

                                    Oswaldo Tavares,sempre inspirado escreveu este soneto
                                                 
                                                    “ Ora, direis, jogar ioiô
          Perdeste o senso! E vos direi, no entanto,
Que, para isso,muita vez desperto
E deixo a turma pálida de espanto!

E vou jogando toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
              cintila. E ao vir o do sol, saudoso em pranto,
torno a jogá-lo, vendo o céu deserto.

Direis agora: - Tresloucado amigo!
Que executa com ele? Que sentido
Tem o que faz quando está contigo?

E  eu vos direi: - Que boa brincadeira,
Pois só quem joga pode ter sentido
O prazer de ser criança a vida inteira.”


RUA OSWALDO TAVARES: Início: Av. Oswaldo C. de Melo

                                                  Término:Rua Tenente Coronel Cardoso

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TIA AMÉLIA EM CAMPOS(1964)

                                         Do livro:"Campos depois do Centenário"- volume II
                                                               (Waldir Carvalho)
           
                  TIA AMÉLIA- 19 de maio de 1964.
              Coincidindo com a data aniversária da Lira de Apolo,consagrada figura da música visitava Campos pela segunda vez.
             Tratava-se de "Tia Amélia", uma excelente pianista,bem humorada que pela TV Tupi, com as suas execuções e suas histórias engraçadas divertia a criançada e as pessoas crescidas também...
           Tia Amélia fora contratada pelo C.R.Saldanha da Gama para a festa "No Tempo da Vovó", na qual foi apresentado um desfile de trajes antigos.
          Era uma campanha financeira em favor do Conservatório de Música de Campos.Mais uma vez,sucesso...

sábado, 20 de agosto de 2016

GETÚLIO VARGAS EM CAMPOS(1950)






                   Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” –volume I

                                                           (Waldir Carvalho)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

ALBERTO LAMEGO - 62 ANOS DE SUA MORTE

Alberto Lamego

Nesta data (24/11/de 1951) falecia aos 81 anos, ALBERTO LAMEGO.

Reproduzo , pois, fragmentos de sua Vida e Obra do livro:
“GENTE QUE É NOME DE RUA” - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

   “Alberto Frederico de Morais Lamego foi um fluminense dos mais ilustres.
   Nasceu no município de  Itaboraí,  no dia 09 de outubro de 1870.
   Formou-se em Direito, na Faculdade de Recife, já que eram poucas as escolas superiores no Brasil.
   Em 1906, viajou com sua família para a Europa. Uma vez, em terras européias realizou pesquisas (Lisboa, Bruxelas, Londres e Paris), cidades que residiu enquanto foi necessário examinar documentos, tocar relíquias e conhecer pessoas ilustres.
   Durante anos, que passou fora do Brasil, especializou-se em História.
   De volta ao Brasil,  em 1920, além de suas obras escritas trouxe na bagagem, documentos valiosos e uma bela pinacoteca, esta ficou por muito tempo na Fazenda Ayrizes, sendo mais tarde cedida ao “Museu Antonio Parreira” de  Niterói.
   Dentre suas obras destaque para "TERRA GOITACÁ" (coleção de oito livros) de inestimável valor.

Solar dos Ayrizes

   Alberto Lamego, que vivendo em Campos foi proprietário da Fazenda Ayrizes, fazenda esta que com o seu solar serviu de cenário ao romance-ficção: A ESCRAVA ISAURA de Bernardo Guimarães.
  O grande historiador Alberto Lamego também se destacou no terreno filantrópico, um exemplo está na doação do antigo prédio (nºs 13 e 150 da Rua Marechal Floriano, para instalar a sede do ASILO DO CARMO.
   Ele, que tanto se preocupou com a nossa terra, é hoje com muita justiça, um nome de rua de nossa cidade de Campos.”

AVENIDA ALBERTO LAMEGO:
Início - Av. Presidente Kennedy (atual Av. Arthur Cardoso Filho)
Término - Av. Dr. Felipe Uébe.