quinta-feira, 31 de outubro de 2013

THIERS MOREIRA – “O MENINO E O PALACETE”

                                           


O MENINO E O PALACETE
(Livro do acervo de Waldir Carvalho)

Do livro:  "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2

   “A 21 de dezembro de 1963, mais um evento cultural se realizava na cidade.
  Era a “III NOITE DO AUTOR CAMPISTA”, visando divulgar o talento e as criações dos que se dedicaram às letras na planície. Desta vez, o encontro foi dedicado a THIERS MOREIRA, feliz autor de “O MENINO E O PALACETE”, que no saguão dos Correios e Telégrafos, autografava mais um dos seus livros: ”OS SERES”.

   Na mesma ocasião, por iniciativa de seus amigos e admiradores, foi o escritor conterrâneo homenageado com a fixação de uma placa na entrada do Hotel Amazonas, em cujo casarão, vivera a sua infância, o qual tomou como cenário de sua brilhante obra literária: “O MENINO E O PALACETE”.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LAPA: FÊNIX DA PLANÍCIE


                                                       (Foto: http://camposfotos.blogspot.com.br/)


   Conforme nos narra o historiador Waldir Carvalho em “Campos depois do Centenário” Vol. 1, o CAIS DA LAPA foi inaugurado em 20 de setembro de 1959.

    Mediante esse fato relevante, suscitou no homem de letras, escrever o texto reproduzido a seguir:

LAPA: FÊNIX DA PLANÍCIE
(Crônica de Waldir Carvalho publicada no jornal “A CIDADE” em 12/04/1960)

     “A Lapa está voltando a ser a Lapa...”
    Dá até vontade da gente cantarolar a música do carnaval do passado, sucesso do também inesquecível Chico Alves. E por que esse desejo de cantar,por certo,indagarão?
     Ora, porque a Lapa, sim a nossa Lapa, está voltando a ser a Lapa. Ressurge, para alegria de todos nós que a veneramos, na mente dos homens públicos.
     Como a de do carioca boêmio, a nossa Lapa teve os seus dias. Sua história não está ligada à boemia de um povo, mas ao seu progresso, ao seu romantismo, acima de tudo.
     O tempo começou a passar depressa. O campista não podia viver mais como no tempo dos barões, com a calma no andar, no falar, no agir. Até a gostosa sesta do meio dia, acalentada pelo tropel dos muares e puxar carroções, o “nordeste” levou. O campista viveria, então, de saudades, de sonhos vividos. Em seus devaneios, ele se manteve presente no passado... Em seus momentos de lazer, roubadas às obrigações de um cotidiano quase sem sentido, viu na tela da recordação, a Lapa dos seus bons dias .A lapa com suas palmeiras ,com suas figueiras da Índia, com seu velho cais enfeitado de velas brancas.
     Ah!... O campista, poeta de nascença viu-se até acomodado no “banco das cismas”, tal como Azevedo Cruz contemplando o Paraíba nas noites de luar fazendo cócegas na curva da Lapa.
    Era tempo de despertar. A Lapa da igreja secular, dos soldados que acordavam com a alvorada dos pardais, da Fábrica, que é patrimônio da gente operária, estava a merecer os cuidados  dos tempos modernos.
   Embora constrangendo os homens queimados das embarcações primitivas, constrói-se o CAIS. Depois, bate-estacas com seu barulho constante, afugentam o “Ururau” - inquilino de um velho sino - segundo Gastão Machado e ergue-se a ponte.
     Que faltava agora à Lapa? Quase nada e tudo.
     A Lapa era toda ,um quadro sem moldura.
    Só um campista divisando a cada hora o cenário incompleto poderia sentir na alma, o desejo urgente de retocar o quadro,iluminar o proscênio fazendo com que a fênix da planície ressurgisse como uma esperança no coração de cada filho da terra.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

TROLLEYBUS POR ÔNIBUS

  
 

TROLLEYBUS
Do Livro: “Campos depois do Centenário” volume III
( Waldir Carvalho)

   “31 de agosto de 1967: Era anunciada, por porta - vozes do Governo Estadual, a troca de linhas aéreas dos trolleybus para em seu lugar, trafegarem ônibus a óleo diesel.

   A  nota foi assinada pelo Sr. Secretário Saramago Pinheiro."

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ASSALTANTES MASCARADOS (1937)

Bonde linha Turfe - Clube
(Cruzamento da rua do Gás com Ipiranga no Turfe - Clube)
(Foto dos anos 60 como ilustração)



Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

ASSALTANTES MASCARADOS


     À meia noite, aproximadamente, no dia 24 de fevereiro de 1937, quando realizava a sua última viagem, o BONDE Nº 15, que fazia a linha Turfe - Clube, para, então se dirigir ao Barracão, ostentando a tabuleta "RECOLHER", foi assaltado junto à Rua Dr. Crespo. Um grupo de mascarados, teria lançado gasolina sobre o veículo e a seguir, ateado fogo.
   Consta que era um bonde de rodas gastas, cujo barulho sobre os trilhos, incomodava demais os passageiros. Soube-se, nos primeiros momentos, que os mascarados não eram passageiros que viajassem com as outras pessoas. E o boato seguinte dava conta de que entre o grupo, movido sem dúvida pela revolta, estavam médicos, advogados, jornalistas e outras figuras de destaque na sociedade campista.

     Comentou o historiador:
     - Pelo visto, assalto e protesto, são coisas antigas.




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TECIDO EM CHAMAS


                                                            TECIDO EM CHAMAS

                                       Do livro: "Campos depois do Centenário" - Vol. 1
                                                               (Waldir Carvalho)

     "Ocorreu no dia 29 de janeiro de de 1947, um incêndio na Fábrica de Tecidos, orgulho do Bairro da Lapa.
       Seu início foi pela madrugada, devorando grande quantidade de algodão.
       Os prejuízos foram inicialmente calculados em 150 mil cruzeiros.
     Durante 4 horas os soldados do Corpo de Bombeiros lutaram contra as chamas até que o fogo foi debelado. 
     Em vista do bom êxito dos membros daquela corporação foi enviada uma carta elogiosa ao prefeito Aquiles Sales, assinada pelo Sr. Godofredo Medeiros em nome da CIA DE FIAÇÃO E TECIDOS INDUSTRIAL CAMPISTA. "

domingo, 27 de outubro de 2013

WALDIR CARVALHO E AS ACADEMIAS DE LETRAS

                                               
         ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS









                                                
          Waldir Carvalho teve uma vida acadêmica intensa.

     Foi membro das seguintes instituições culturais: Academia Pedralva - Letras e Artes; Academia Campista de Letras (em ambas ocupou a presidência); Instituto Campista de Literatura; União Brasileira de Trovadores; Academia Pan-Americana de Letras e Artes; Instituto Histórico de Campos dos Goytacazes; Cenáculo Fluminense de História e Letras (Niterói); I. L. A. (Bom Jesus do Itabapoana); e por último a Academia Fluminense de Letras (Niterói, onde ocupou a cadeira do campista Azevedo Cruz).
        E assim... no dia 28 de maio de 2002 fica o registro da noite inesquecível ,onde estiveram por  lá: familiares, conterrâneos (radicados no Rio e Niterói) acadêmicos (tanto de Campos quanto do Rio e de Niterói) e uma Caravana de Amigos campistas capitaneada pelo Poeta Antonio Roberto. Este,  saudou a todos declamando (de maneira ímpar) o poema: AMANTIA VERBA, de Azevedo Cruz,cujos versos iniciais dizem:



                                                AMANTIA VERBA
                           "Campos formosa, intrépida amazona
                             Do viridente plaino goitacás!
                             Predileta do luar como Verona,
                             Terra feita de luz e madrigais!"





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FAÍSCA MATA CÃES (1942)


Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)


FAÍSCA MATA CÃES


   No dia 27 de novembro de 1942, durante uma tempestade na baixada campista, caiu uma faísca elétrica na casa de palha de Orbílio Flor, morador na Fazenda Boa Vista, de propriedade dos irmãos Saldanha. O raio desceu das nuvens, matou nada menos de 3 cachorros de caça perdigueiros, que se achavam na cozinha, cujo dono era um caçador residente no Rio de Janeiro. Em consequência, também, do fenômeno, ficaram desacordados por algum tempo, Orbílio, sua mulher e seus filhos.


Fazenda Boa Vista

   OBS: fotos do arquivo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga, bisneto do Coronel Olavo Alves Saldanha, antigo proprietário da Fazenda Boa Vista.


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sábado, 26 de outubro de 2013

CONTOS DE GRAÇA

CONTOS DE GRAÇA
(Waldir Carvalho)

   Um dos hábitos salutares do escritor Waldir Carvalho era transformar suas crônicas, seus contos, suas criações literárias (alguns ainda não publicados) em livrinhos artesanais, os quais distribuía entre parentes e amigos (em especial na praia de veraneio - Farol de São Tomé). E esse seu jeito de agraciar às pessoas, se dava em agradáveis encontros, ora  na pracinha à beira-mar; ora na varanda de sua residência. 
   Regados de boa prosa, mais tarde, ele transformava em  narrativas e, consequentemente, em  mais prazerosas leituras.
   Este, hoje aqui apresentado, tem no título a dupla intenção onde, de GRAÇA além de não ser comprado pelo leitor servia de descontração, pois nele se encontram  histórias bem divertidas! ...  

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PARQUE ALZIRA VARGAS

Parque Infantil Alzira Vargas

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

PARQUE ALZIRA VARGAS


   No dia 9 de fevereiro de 1943, com o projeto do engenheiro Dr. Leopoldo Rodrigues, aprovado pelo Prefeito Salo Brand, tinha início na praça pública junto a Estação da Avenida, o obra intitulada "PARQUE INFANTIL ALZIRA VARGAS", em homenagem à primeira dama do Estado do Rio de Janeiro.


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SEBASTIÃO MOTA - COMPOSITOR CAMPISTA

Sebastião Mota
(Compositor campista)

Do livro: “Campos depois do Centenário” - volume II
(Waldir Carvalho)

      “Em 25 de janeiro de 1956 o compositor campista: SEBASTIÃO MOTA fez sucesso no Carnaval com o samba de sua autoria “Castigo do céu”, (gravadora Continental) e como intérprete, Jamelão.
         O disco foi muito tocado não só em Campos, como em todo o Brasil.
        Já em janeiro de  1959, o inspirado compositor campista (em parceria com Afrânio Rodrigues -  apresentador da Rádio Nacional)  deram posição de destaque  a marcha carnavalesca: “Cobra Venenosa”.
      16 de Março de 1960: uma boa notícia se espalhava pela cidade: SEBASTIÃO MOTA era o vencedor do Carnaval de 60.
      Sua composição vitoriosa trazia o título: “FECHEI A PORTA” gravado mais uma vez por Jamelão, cujos versos inesquecíveis dizem assim:                     

“Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração.

Eu dei pra ela todo o carinho

e no entanto acabei sozinho"


Jamelão - Fechei A Porta