sábado, 23 de abril de 2016

“RECLAMES” QUE APARECIAM NOS JORNAIS DE CAMPOS EM 1937

                                               


                “RECLAMES” QUE APARECIAM NOS JORNAIS DE CAMPOS EM  1937
                           Livro:”Campos depois do Centenário” volume I
                                                   Waldir Carvalho

                                        CHOPP, só da  BRASILEIRA
                                         MACHIBA SINGER
                                         ENTEROBIL
                                         ELIXIR 914
                                        CASA  PATRÃO
                                        PÍLULAS GUARANY
                                        CASA ARGOS
                                        BRAVOL (para animais)
                                        ELIXIR DE NOGUEIRA
                                       O CAMIZEIRO
                                       A IMPARCIAL
                                       ALFAIATARIA RENNER
                                       HOTEL MAIA
                                      ATELIER DAS IRMÃS CAMARGO
                                     MÉDICOS: RUFINO FILHO E HERCULANO AQUINO
                                    CASA MUYLAERT
                                    DEPÓSITO DAS SEDAS

                                    CASA CLARCK entre outros...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O CASAMENTO(1946)

                                               

                                                  

                                                       O CASAMENTO (1946)


                                          Do livro: ”Se não me trai a memória”
                                                     (autobiografia)
                                                     Waldir Carvalho

         NOTA DO BLOG: 20 de abril de 1946: data do casamento - enlace matrimonial - de Waldir Pinto de Carvalho e Zeni Pereira de Carvalho.
        Se o escritor estivesse entre nós o casal estaria completando 70 anos de “união conjugal”.
        Vale lembrar que o casamento feliz durou 61 anos.
        A prova dessa felicidade está nas manifestações afetuosas dedicados à companheira e  patenteadas em seu livro de memórias:

       Em um cartão escreveu: “Querida Zeni! Pela passagem desta florida e bela data envio-te, do meu coração, sublimes votos de uma longa existência cheia de felicidade! Com toda delicadeza deste que a ti tem verdadeiro amor”  Waldir

E os acrósticos:

Zéfiro tão perfumado
Emanado com carinho
Num sussurro enamorado
Inspira meu caminho.

Zelo,amor, paz e ternura
Exemplo de lealdade
Não há igual criatura
Imensa felicidade.

E  mais  Trovas:

Zelarei por ti, querida
Enquanto vida tiver
Nunca serás esquecida
Imenso meu amor por ti é...

Bodas de Ouro: um troféu
Conquistado com louvou
Segunda lua- de- mel
É festa do nosso amor!





quarta-feira, 13 de abril de 2016

MANOEL THEODORO

                                            Do livro:"Gente que é Nome de Rua- volume II
                                                                  (Waldir Carvalho)
          
        Manoel Theodoro
        
      "Já se passou mais de um século! Porém, a gente campista que ama a sua História tudo tem feito para que os fatos permaneçam vivos, servindo de exemplo, motivando gerações. Com ajuda de relatos e a imaginação voltar aos dias do ano de 1864.
        O rio Paraíba conta em sua orla com uma verdadeira multidão emocionada. A sociedade ali está junto ao Porto da Banca, para a despedida difícil, porém necessária.  Terra onde os bravos são também poetas,de repente ,uma voz sobrepõe ao rumor que domina o ambiente ,alarido feito de manifestações patrióticas,que se espalha levado pelo vento nordeste e pela correnteza das águas . O eco é vibrante e sai eloqüente da garganta do Capitão Joaquim Ribeiro da Silva Peixoto: “ Adeus,Campos,adeus eu vou deixar-te/ deixo tudo que amei tudo que amo / eu vou ao Paraguai / vou levar o meu abraço e o meu socorro e com eles vingarei injúrias tantas / ou senão pela Pátria alegre morro”...
      É a Guerra do Paraguai, que atormentando o Brasil inteiro faz com que Campos envie para a frente de batalha os seus destemidos voluntários .
     Finalmente, depois das palavras dos abraços das lágrimas embarcam os primeiros voluntários no vapor “Galgo” rumo a frente de guerra.
    No ano de 1865  aos 9 dias do mês de fevereiro está na hora de novo embarque de voluntários .
     O ilustre e corajoso campista Manoel Theodoro de Almeida Batista ,assim como seus companheiros criam forças que o farão lutar sem temor  e se preciso for, até a morte seriam eles capazes, para salvar o Brasil e provar a bravura dos Campistas .
     O filho do Comendador Bento Benedicto de Almeida Batista lutou com arrojo e soube honrar o nome da Família e da terra em que nasceu. Infelizmente a tirania de Solano Lopez  fez tombar  como herói o bravo Manoel Theodoro de Almeida Baptista em 24 de Maio de 1865.Entretanto ,não morreu naquele instante.Socorrido por seus companheiros ainda ,chegou a ser levado para a Capital da Argentina .
      Depois de muito sofrimento faleceu em Buenos Aires em primeiro de julho de 1866, sendo notícia do Jornal o Paiz,que publicou o seguinte comentário : “ Honrou com a sua morte e nobre feito do patriotismo que o impelira a trocar os cômodos da vida pelas asperezas e perigos da campanha . Uma oblação à morte do bravo companheiro de berço e seja lenitivo para justificar a dor de sua família e a certeza de que no túmulo prematuro do jovem soldado,grava-se o glorioso epitáfio se quem morreu pela santa causa da Pátria e da civilização “.
     Feito o traslado do corpo para o Brasil foi rezada uma missa em sua intenção na Igreja de Nossa Senhora do Carmo e  na ocasião o Doutor Francisco Portela,pronunciou comovido as seguintes palavras : “Senhores ! Lá nas plagas longínquas  do Prata ,morreu para nós um bravo: O capitão Manoel Theodoro de Almeida Baptista!
Era digno filho de Campos,um dos valentes patriotas que conquistaram para o Voluntário da Pátria o título de herói.”


E arremata o historiador Waldir Carvalho: “Valeu a pena apesar do triste fim. O seu esforço não foi em vão. Mesmo hoje, mais de um século decorrido aqui estamos exaltando os seus feitos na obra: GENTE QUE É NOME DE RUA ,fazendo dos seus atos uma lição para a geração de nossos dias e das eras que virão !”


 Rua MANOEL THEODORO -  Início: Av. Pelinca/ Término: Av. 28 de Março
                                                       


quarta-feira, 30 de março de 2016

ANIVERSÁRIO DA UENF

                        Crônica de Waldir Carvalho publicada no jornal "A CIDADE"(16/08/1997)

segunda-feira, 28 de março de 2016

CIDADE ALEGRE

Do livro "O Espetáculo"
(Waldir Carvalho)

Introdução do autor:

     (...) e foi observando as pessoas,prestando atenção no comportamento delas,que encontrei assunto para escrever um punhado de crônicas humoradas,que após passarem pelas páginas dos jornais campistas,aqui vão reunidas.São cenas as mais variadas,sob dose de fantasia,vivida na terra dos"Goitacás",mas que podiam ter como cenários outras bandas deste mundo.
E atenção porque já tocou o terceiro sinal e as cortinas vão se abrir."

  CIDADE ALEGRE
(março/1975)
                                                      Campos, na verdade, não é uma comunidade triste, mas já foi uma cidade alegre. Vivia, desde o amanhecer até as primeiras horas da noite, embalada por canções festivas, cantorias simples, de gente simples que tanto exaltavam a alma da gente.
     Os pregões, em primeiro lugar, faziam das horas duras de labuta, momentos amenos de uma festa espontânea. Ali pelas nove da manhã ou pelas três da tarde, o poeta-vendedor passava entoando:

“Empadeiro...
Empadeiro Amazonas
Tem palmito,
camarão, azeitonas”...

     Era a década de trinta. A novidade era o sorvete em casquinhas. Com seu barrilzinho à cabeça e no vozeirão de seu peito o atlético “Arraia” descia a Rua da Constituição a fora gritando:

“Sorvete Iaiá!...
É da Americaná!...”

     Era outras coisas, era época da reva nas mãos de Brindila. Brindila? Sim, aquele poeta e cantor de ópera que italiano de nascimento, sempre confessou sua tristeza de não ter nascido em Campos. Brindila é assunto para uma conferência e não sou eu o mais indicado para pronunciá-la.
Permitam-me, apenas, recordá-lo num desses momentos musicais da cidade que não se repetirão jamais. A cena tinha como figura principal, Brindila fazendo “reclame”, lançando pelas ruas, um grande filme num dos melhores cinemas campista.
     Tarde quente. Todos trabalham ou estudam. De repente, muita música e grande vozerio. Portas e janelas se enchem para ver o luxuoso cortejo em estilo oriental, árabe, por excelência. É uma encenação perfeita de um quadro qualquer das célebres “Mil e Uma Noites”.
     A caravana é imensa. Animais, escravos, odaliscas e o colorido retratam a presença do oriente. O som das trombetas anuncia a passagem do poderoso Ali Babá e seus 40 ladrões.
Montado num jumento enfeitado, entre arcas douradas, está Brindila vivendo o papel do legendário sultão. Com o auxílio de um porta-voz, ele canta uma marchinha que diz:

“Ali Ali Babá
Ali Babá e seus 40 ladrões
Entraram em Campos Iaiá,
No Trianon Iaiá
Pra alegrar os tristes corações”

     Campos, não é triste, mas foi uma cidade muito alegre. E a música de hoje? Descargas abertas, dos carros envenenados, dos caminhões trucados, das motos disparadas.
     Paciência!"

terça-feira, 22 de março de 2016

O SORRISO DA BALCONISTA

                                                           Do livro:" O Espetáculo"
                                                                (Waldir Carvalho)
                                       (crônicas publicadas na década de 70 em jornais locais)

sexta-feira, 18 de março de 2016

NO TEMPO DO HIDROLITOL

                           
                         Crônica extraída do livro "SÓ, NA MULTIDÃO"
                                                   (Waldir Carvalho)

                                No tempo do Hidrolitol
                                               Waldir Carvalho
        O pensamento me levou aos idos de mil novecentos e tanto, quando a sede era combatida (principalmente, em dias de calor) em primeiro lugar,pelo tradicional caldo de cana e em segundo, por um refrigerante conhecido por “Hidrolitol”.
       Não vamos cometer o pecado de dizer que não havia, por exemplo, de capilé ou groselha, que era um xarope misturado com água gelada na hora. Nem tão pouco vamos esquecer da soda limonada,que era uma das melhores coisas.
        A coqueluche, entretanto, naqueles dias a que estou voltando o pensamento era  o Hidrolitol.Era uma bebida bastante gasosa, gostosa e que na impressão de qualquer criança dava a nítida ideia de espetar a língua quando ingerido às pressas.E como era saboroso o Hidrolitol!
       Lembro-me bem: era na descida da Av 7 de setembro.O estabelecimento era pequeno, mas atendia a todos.A freguesia formava fila.Entrava um tostão,virava o copinho avermelhado e  ia embora contente...
      Afirmavam até que o tal refrigerante, que nada tinha de especial a não ser o poder de “curar” o pau-d’água já em último grau...
      Hoje é só lembrança. Quem quiser tomar Hidrolitol terá que ir a Niterói.

     E se está em jogo a tradição,em lugar de viajar, melhor matar a sede com o caldo de uma cana tirada no canavial... 
                            (outono/1984)

terça-feira, 15 de março de 2016

CLUBE DE REGATAS SALDANHA DA GAMA( 1937)




                                   

                               Do livro "Campos Depois do Centenário"-volume I
                                                        ( Waldir Carvalho)

        "O tradicional Clube de Regatas Saldanha da Gama, em Campos dos Goytacazes, fundado em 21 de outubro de 1906. 
       O clube foi inaugurado com a presença do prefeito Dr. Manoel Camilo Ferreira Landim, autoridades e grande massa popular, havendo ainda a apresentação da Banda Musical Lira de Apolo. Em sua sede funcionou a primeira piscina para os associados, localizando-se na Beira-Rio.
      Em 15 de setembro de 1937 foi declarado de utilidade pública pela lei nº. 257.
Em seu cinquentenário o governador Miguel Couto Filho requereu ao presidente do clube Antonio José de Miranda em processo nº. 2944/56, que os prédios 20 e 23 das ruas Barão de Cotegipe e Santos Dumont fossem desapropriados com o objetivo de expandir o clube que atualmente possui uma área de 101.000 m². "

'Filho do Paraíba, o Saldanha da Gama se planta junto de sua corrente e se mantém em vigília acesa, nos esportes, na confraternização dos campistas, no progresso de nossa gente'


 

sábado, 12 de março de 2016

O 'CASINO ' EM CAMPOS(1936)

           O “ CASINO” DE CAMPOS

Do livro "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)
(Fragmentos do texto original)

     “O Casino (conforme a grafia italiana da época) ao ser fundado (1936) se constituiu
numa grande novidade em Campos, notadamente, no seio da alta sociedade. Tratava-se de uma casa dedicada ao lazer, com jogos e festas ao alcance dos seus refinados frequentadores.
     No começo foi presidido pelo Dr. Plínio N. Machado.
    Sofreu interrupções e foi reinaugurado no dia 9 de maio de 36, na R. 13 de Maio,
no local em que foi construído o Automóvel Clube Fluminense. Da diretoria dessa fase, constavam os seguintes nomes: Drs.Ismael Vivácqua e Sigesmundo Caldas Barreto e srs.Tolipan e Rafael Manhães. O responsável pelo Dptº de Publicidade era o Sr.João João Rodrigues de Oliveira.
    Um ponto de destaque na divulgação do Casino de Campos, era enfatizar que o mesmo era um “ponto de reunião familiar”.
     Ao lado do cassino existia o GRILL ROOM onde desfilaram os mais renomados artistas vindos de várias partes do país e do mundo como por exemplo:Sílvio Caldas,The Reeeve Sisters, Irmãs Pagãs, All Morrison,Wanda Moreno, Nena de Napoli..."