quarta-feira, 27 de setembro de 2017

RUA QUE NÃO É NOME DE GENTE:RUA DA QUITANDA


Do livro:"Rua Que Não É Nome de Gente"
                                                                ( Waldir Carvalho)

sábado, 16 de setembro de 2017

SERVIÇO DE SALVA-VIDAS EM FAROL DE SÃO THOMÉ

Pesca de arrastão no Farol de S. Thomé
(1960)

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)


Em 9 de fevereiro de 1960, era inaugurado nesta data, na praia do Farol de São Thomé, o 1º Serviço de Guardas-Vidas. Numa época em que a praia campista era temida devido ao permanente mar agitado, tal providência, há muito reclamada, vinha afinal, preencher uma grande lacuna. A feliz iniciativa foi do prefeito José Alves de Azevedo que, selecionando elementos que fizera estagiar no Rio de Janeiro, inaugurou em boa hora aquela atividade. Não é necessário dizer da excelente acolhida por parte dos frequentadores da citada praia.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA DE CAMPOS - APIC

APIC
(1940 - Ainda em fase de construção)



Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)

ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA DE CAMPOS - APIC


  Esta associação destinada a amparar a criança carente, e mais, oferecer toda a assistência materno-infantil, concebida por pessoas dotadas de bons sentimentos, foi inaugurada no dia 29 de agosto de 1940.
  Seu idealizador e fundador foi o Monsenhor Severino, um sacerdote que neste país, e em especial em Campos, soube viver na prática os princípios cristãos.
  Sua primeira diretoria foi desta forma composta: Presidente - Monsenhor José Severino; Vice-Presidente - Joaquina Mendes Bello de Campos; Secretária - Maria Geny Teixeira Leite; Tesoureiro - Olavo Cardoso; Membros do Conselho Técnico: Dr. Jorge Alvarenga, Dr. Ruben Cretton, Dr. Brasil Alt, Dr. Herculano Aquino, Dr. Ovídio Manhães, Dr. Oswaldo Luiz Cardoso de Mello (médicos); Dr. João Batista de Faria (dentista); Dr. José Côrtes Júnior (juiz criminal).

  Instalada na Rua Visconde do Itaboraí, 80, a Associação de Proteção à Infância de Campos, é uma entidade que sobrevive graças à ajuda da comunidade, e está sempre de braços abertos para quem realmente precisa de auxílio.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

USINAS E FÁBRICAS (1935)


Usina Cambaiba

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1
(Waldir Carvalho)

   Eram 16 as Usinas: Queimados; Cupim; São José; Mineiros; Santa Cruz; Santo Antônio; São João; Sapucaia ; Pedra Lisa ; Cambaíba; Novo Horizonte; Outeiro; Paraíso; Poço Gordo; Santana; Santo Amaro.

  Obs.: As Usinas do Limão (1879), Colégio (1883), Visconde e Figueira( 1881), por ocasião do Centenário de Campos, estavam extintas ou desativadas.

Fábrica de Tecidos (Cia de Fiação e Tecidos Industrial Campista)

 OUTRAS INDÚSTRIAS DE CAMPOS EM 1935

   79 fábricas de produtos, os mais variados. Alguns exemplos aqui estão: 1 Fábrica de Tecidos, 3 Fábricas de Sabão, 3 Cortumes, 2 Fábricas de Gelo, 5 Fundições de Ferro e Bronze, 2 Destilarias de Álcool , 6 Fábricas de Doce, 3 Fábricas  de Massas Alimentícias, 4 Refinarias de Açúcar ,5 Torrefações de Café, 2 Fábricas de Calçados, 6 Serrarias, 2 Olarias, 3 Cerâmicas, 1 Fábrica de Telhas Francesas, 2 Fábricas de Ladrilhos, 4 Fábricas de Aguardente, 1 Fábrica de Cerveja e Água Gasosa , 3 Moinhos  de Fubá, 12 Fábricas de Bebidas Alcoólicas, 1 Fábrica de Ferraduras, 2 Fábricas de Roupa Branca, 4 Fábricas de tamancos ,2 Fábricas de Goiabada e 6 Fábricas de Móveis.

   Vale ressaltar que a CIA DE FIAÇÃO E TECIDOS INDUSTRIAL CAMPISTA, em sua Fábrica na Lapa, contava com 432 teares, 15 mil fusos, consumia, anualmente, de 70 toneladas de algodão; produzia por ano cerca de 7 milhões de metros de tecidos e dava emprego a 780 pessoas, de ambos os sexos.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O INTEGRALISMO EM CAMPOS( 1937)

                                   Do livro:"Campos depois do Centenário"volume I
                                                         (Waldir Carvalho)

                                                OBS.:  Clicar na imagem para ampliar

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES (1957)

                                      Do livro: "Campos depois do Centenário" - Volume II
                                                            (Waldir Carvalho)

                                  ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES (1957)
    
    “No dia 14 de setembro de 1957 era criada em Campos, a ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.
    A sua diretoria, composta de mestres, foi assim formada: Presidente – Prof. José Revelles Castanho; Secretário – Prof. Fernando Andrade; Tesoureiro – Prof. Aldano Séllos de Barros.

     Os professores estavam aprendendo a defender os seus direitos...”

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

FESTA DO PADROEIRO (1963)


Do livro: “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – volume II 
(Waldir Carvalho)


"De  03 de agosto a 06 de agosto de 1963, do programa festivo  constaram atividades religiosas e profanas:

Dia 03-  O prefeito municipal entregou a ornamentação da cidade ao público. 
Inauguração de exposições sobre cana - de- açúcar, de vitrinas, de trovas,de canários hamburgueses, de livros de autores campistas.

Dia 04- Realizaram- se Torneio de Tênis, Regatas, Prova de natação , passeata do Moto Club,exibição da Esquadrilha da Fumaça , Solene Pontifical comemorativa das Bodas de Prata da Congregação Mariana, procissão da bandeira, desfile de Bandas do município.

Dia 05-  Inauguração do asfaltamento da Av.XV de Novembro com a presença  do Governador Badger da Silveira.

Dia 06- Alvorada, XIX Prova Ciclística de São Salvador, Missa solene celebrada pelo Bispo D.Antônio de Castro Mayer  e mais...
Inauguração pelo Governador do Estado  e autoridades municipais do asfaltamento da Rodovia  Campos- Atafona.
Procissão a cargo dos padres Redentoristas.
Show artístico com Luiz Gonzaga e artistas locais; Retreta e fogos de artifício.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

E NA DATA ANIVERSÁRIA DO ESCRITOR...


(Foto: Walnize Carvalho)

...o Blog relembra  a crônica, em que ele  retrata a  sua primeira visita  a praia do
 Farol de SãoTomé: 

RECORDANDO
(Waldir Carvalho)
                                   

      “A folhinha açoitada pelo nordeste, assinalava 21 de janeiro de 1933. Com os meus dez anos incompletos e a minha calça curta de suspensórios, cavalguei pajeado pelo bom Antônio, durante horas infindas por toda a imensidão dos campos da Boa Vista, deixando para trás: Santo Amaro, Andreza e Cotia.
     O vetusto solar que havia abrigado o general Pinheiro Machado e que se constituía no “sobrado” dos Irmãos Saldanha, foi o primeiro motivo de admiração para meu espírito de criança.
     Penosa a caminhada, mas a busca do desconhecido, dava- me ânimo necessário para prosseguir. O canto lúgubre do vento a lamber incessantemente a planície sem fim, parecia-me com o gemido de almas penadas de histórias que ouvi de Balabá, ou quem sabe, com o lamento perdido, a vagar pela região, dos escravos de Juca Pinto.
      A emoção me trancava a garganta, qualquer expressão de regozijo. Meus olhos, tais quais pernas de compasso passeavam livres  do Xexé ao Algodoeiro, à procura de nem sei o quê. As andorinhas, aos bandos faziam verão e lembrando as donzelas desconfiadas da redondeza, se mostravam incapazes de cair neste ou naquele laço. Os urubus, em atenta observação junto às nuvens pareciam planejar o próximo banquete.
       Eis que algo de novo aconteceu. A paisagem ganhou nova dimensão, surgiu um novo atrativo para os meus olhos já cansados de belezas: o Farol! São Tomé à vista! Era preciso ver pra crer...
    O tapete aveludado, onde as codornas se escondem dos cães, permitiu que os cascos impiedosos do animal, o pisassem, enquanto a alegria ia crescendo na alma do pequeno e curioso viajante.
     Enfeitando o solo de turmalina, divisava-se o prateado de um estreito e retorcido riacho. Uma ponte, tão rústica me levou a imaginar, tenha sido obra dos “heréos” na efêmera temporada na terra goitacá.
      A brisa que soprava agora era mais agradável. Tinha a frescura  da maresia.
       Guiado pela carreira de postes telegráficos fui seguindo ao ritmo massacrante do trote que me oferecia o meu cavalo. E o Farol, marco legendário perdido naquele deserto de areias cor de gemada,ia crescendo,crescendo, se agigantando. Majestoso!
      Uma pausa para descanso do quadrúpede amigo e para contemplar abismado os cinqüenta metros de construção metálica, sustentando o volumoso projetor de fabricação francesa. Ali estava o guia dos navegantes e dos retardatários peões da Fazenda Boa Vista.
        Mais adiante, o ponto alto do espetáculo: o mar. Indescritível o que senti naquele momento. A vastidão oceânica tinha um aspecto fantástico. O belo (a cortina que se abria)  e o horrendo (o ronco, como um trovão, que se elevava de suas águas revoltas) se mesclavam: a ondulação iniciada ao longe ia se avolumando ao se aproximar da terra firme formando uma curiosa cordilheira, para em seguida derramar-se -  violentamente -sobre indefesos crustáceos, e culminar beijando a areia carinhosamente.
      Há dois palmos acima das ondas, um pássaro malabarista, preparava-se para fisgar um peixe...
      Tudo tão maravilhoso, tão real ainda hoje em minhas lembranças, que ouso dizer, encarnando o menino que julgo sempre ser, que ótimo foi o tempo, que no dizer de Casimiro de Abreu, “os anos não trazem mais”!...”


      (Verão/94)