sábado, 27 de agosto de 2016

GENTE QUE NOME DE RUA- OSVALDO TAVARES


OSWALDO TAVARES
                                        
 Do livro: "GENTE QUE É NOME DE RUA"- volume II
(Waldir Carvalho)
         
         Reproduzo fragmentos de uma vasta e rica biografia: “Oswaldo Rabello Tavares foi um  homem dos ‘sete instrumentos’.Brilhou como advogado, poeta, ator, musicista,declamador e... exímio jogador de Ioiô.
        Na literatura foi autor de incontáveis poemas e sonetos, bem como do livro: ‘Um giro no espaço’.
      Como advogado, foi um profissional considerado, respeitado e até mesmo temido.
      Como ator interpretava de forma brilhante: ‘As mãos de Eurídice’ e a convite do Dr. Godofredo Tinoco atuou, magistralmente: ’Judas no Tribunal’.
       Ficou conhecido na cidade pela habilidade com o seu ioiô (vindo do Japão).   
       Num concurso realizado no Teatro Trianon, o Dr. Oswaldo tirou o primeiro lugar.

                                    Oswaldo Tavares,sempre inspirado escreveu este soneto
                                                 
                                                    “ Ora, direis, jogar ioiô
          Perdeste o senso! E vos direi, no entanto,
Que, para isso,muita vez desperto
E deixo a turma pálida de espanto!

E vou jogando toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
              cintila. E ao vir o do sol, saudoso em pranto,
torno a jogá-lo, vendo o céu deserto.

Direis agora: - Tresloucado amigo!
Que executa com ele? Que sentido
Tem o que faz quando está contigo?

E  eu vos direi: - Que boa brincadeira,
Pois só quem joga pode ter sentido
O prazer de ser criança a vida inteira.”


RUA OSWALDO TAVARES: Início: Av. Oswaldo C. de Melo

                                                  Término:Rua Tenente Coronel Cardoso

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TIA AMÉLIA EM CAMPOS(1964)

                                         Do livro:"Campos depois do Centenário"- volume II
                                                               (Waldir Carvalho)
           
                  TIA AMÉLIA- 19 de maio de 1964.
              Coincidindo com a data aniversária da Lira de Apolo,consagrada figura da música visitava Campos pela segunda vez.
             Tratava-se de "Tia Amélia", uma excelente pianista,bem humorada que pela TV Tupi, com as suas execuções e suas histórias engraçadas divertia a criançada e as pessoas crescidas também...
           Tia Amélia fora contratada pelo C.R.Saldanha da Gama para a festa "No Tempo da Vovó", na qual foi apresentado um desfile de trajes antigos.
          Era uma campanha financeira em favor do Conservatório de Música de Campos.Mais uma vez,sucesso...

sábado, 20 de agosto de 2016

GETÚLIO VARGAS EM CAMPOS(1950)






                   Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” –volume I

                                                           (Waldir Carvalho)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

ALBERTO LAMEGO - 62 ANOS DE SUA MORTE

Alberto Lamego

Nesta data (24/11/de 1951) falecia aos 81 anos, ALBERTO LAMEGO.

Reproduzo , pois, fragmentos de sua Vida e Obra do livro:
“GENTE QUE É NOME DE RUA” - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

   “Alberto Frederico de Morais Lamego foi um fluminense dos mais ilustres.
   Nasceu no município de  Itaboraí,  no dia 09 de outubro de 1870.
   Formou-se em Direito, na Faculdade de Recife, já que eram poucas as escolas superiores no Brasil.
   Em 1906, viajou com sua família para a Europa. Uma vez, em terras européias realizou pesquisas (Lisboa, Bruxelas, Londres e Paris), cidades que residiu enquanto foi necessário examinar documentos, tocar relíquias e conhecer pessoas ilustres.
   Durante anos, que passou fora do Brasil, especializou-se em História.
   De volta ao Brasil,  em 1920, além de suas obras escritas trouxe na bagagem, documentos valiosos e uma bela pinacoteca, esta ficou por muito tempo na Fazenda Ayrizes, sendo mais tarde cedida ao “Museu Antonio Parreira” de  Niterói.
   Dentre suas obras destaque para "TERRA GOITACÁ" (coleção de oito livros) de inestimável valor.

Solar dos Ayrizes

   Alberto Lamego, que vivendo em Campos foi proprietário da Fazenda Ayrizes, fazenda esta que com o seu solar serviu de cenário ao romance-ficção: A ESCRAVA ISAURA de Bernardo Guimarães.
  O grande historiador Alberto Lamego também se destacou no terreno filantrópico, um exemplo está na doação do antigo prédio (nºs 13 e 150 da Rua Marechal Floriano, para instalar a sede do ASILO DO CARMO.
   Ele, que tanto se preocupou com a nossa terra, é hoje com muita justiça, um nome de rua de nossa cidade de Campos.”

AVENIDA ALBERTO LAMEGO:
Início - Av. Presidente Kennedy (atual Av. Arthur Cardoso Filho)
Término - Av. Dr. Felipe Uébe.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

WALDIR CARVALHO E O CONTATO COM A IMPRENSA


                                          

        “Foi no início da década de 40.
        Influenciado pela leitura  de escritos teatrais eu começava, lá mesmo na Baixada, a  rascunhar umas coisas.
        Tive apoio do amigo Gilberto Quintanilha, que datilografou  com a máquina de escrever do cartório de Seu Vevelho. Transformei,assim, meus manuscritos em texto datilografado.
      Em seguida mostrei para outro grande amigo: Seu Antônio Coelho, que além de farmacêutico em Mussurepe era conhecedor de literatura. Ao término da leitura usou destas  inesquecíveis palavras: - Menino,você tem que ir para a cidade!
     De tanto me aconselharem a publicá-lo, acabei viajando para a cidade e cheguei,meio nervoso,na redação do jornal “A Notícia”e  através de Sílvio Fontoura a tragicomédia em versos (sobre o racionamento de combustíveis no país,onde faltou até querosene para os lampiões)foi publicada.
   Na sequência, escrevi sobre as tradicionais festas de Santo Amaro e foi publicado pelas mãos,do também saudoso jornalista Júlio Nogueira, em seu matutino ‘ A Cidade’.
  O tempo passou...
  O hábito diário da leitura me impulsionava sempre à mania da escrita.
   Mesmo chegando cansado à casa,depois de um dia exaustivo de trabalho(fui Tesoureiro da Prefeitura Municipal de Campos) escrevia artigos ,semanalmente, para jornais locais dentre eles, os já acima citados como também  ‘Folha da Manhã’ e ‘Monitor Campista’.
No ‘Monitor’ fui levado pela filha Walnize e  em uma recepção calorosa me despedi dos  amigos da Redação ,por problemas de saúde...



terça-feira, 9 de agosto de 2016

A POESIA DE WALDIR CARVALHO

Mansidão de pássaros
                        Waldir Carvalho
Do livro:"Contos e Cantos"


Manhã
Canto de pássaros lá fora.
Canto feliz!

Como naquelas manhãs:
Nada muda,
Tudo fala,
A mesma coisa,
No mesmo tom de alegria,
E a felicidade, por bondade ,
Está presente.

Que bom morrer como  um passarinho !
Na pausa de uma cantoria,
No auge de uma louvação de amor!

A humana criatura é tão rica
E tão pobre:
Tem tudo para fazer tudo,
Sem ser tudo,
Não vai além do quase nada,
Nesse nada que é tudo,

Busca lá fora,
O sorriso, a canção, a ternura ,
O amor, a paz, a igualdade,
Busca, enfim ,
A felicidade .

Não vê cá dentro ,
No que tem de profundo ,
A própria essência do mundo ;
Não sente
nos reais poderes seus ,
A presença feliz ,
E redentora  de Deus!

Os pássaros não mudam.
Só o homem quer mais
Anseia e se perde na sua ambição; 
Tantas são as graças que recebe
Poucas são as oferendas que faz

Cansado do planeta,
Que viver noutros  planos,
Nas alturas;
Não eleva o pensamento:
Faz-se aeronauta, astronauta ,
Faz-se cosmonauta,
Faz  loucuras!

Os passarinhos,
Ricos de alegria, de paz, de amor,
De ternura, vive no igual;
Não inventam,
Não lamentam,
Brincam de pique no espaço sideral.

Pela ausência do mal,
Pela presença do bem,
Vale muito a pena,cantar também.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

WALDIR CARVALHO E A FAMÌLIA

Nota do blog.:Segundo Waldir Carvalho a família  foi sua obra mais importante
      O escritor com esposa Zeni,netos:Guilherme,Gustavo,Fábio,Maurício,Frederico e Rafael e duas das bisnetas: Giulia e Clara.(foto tirada no aniversário de 80 anos de Waldir Carvalho - 2003)
bisneta Valentina
bisneto Luiz Maurício
bisnetas Letícia e Liz

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

WALDIR CARVALHO E SUA OBRA LITERÁRIA

 (3 volumes:1986, 1988 e 2001)
(3 volumes:1987,1996 e 1999)
(1988)
                                                   
                                                                             (1989)

                                                    (3 volumes 1991,1995 e 2000)

                                                                             (1994)

                                                                                (1994)
                                                                              (1997)
                                                                                (1998)
                                                                                 (1984)
                                                                           (1984)
                                                                         ( 1997)
                                                                              (1996)



                                                                           (1995)


                                                                            (2003)
Nota do Blog.: Alguns  mostrados acima estão esgotados e alguns inéditos guardados nos pertences do autor...

sábado, 30 de julho de 2016

O PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO: ”GENTE QUE É NOME DE RUA”

            


     Narra o autor no livro “Se não me trai a memória”(2003):
   “Quando pensei publicar o meu primeiro trabalho em forma de livro veio a ideia de  mencionar a figura de Nhanhá - uma contadora de histórias que despertou em mim o gosto pela escrita.
     Nhanhá era uma criatura simples, analfabeta, pitava cigarro de palha e em noites de luar, quando estávamos no terreiro de casa descascando milho em mutirão com os vizinhos, ela vinha nos ajudar e contar histórias.
     Com seu linguajar fora da gramática, ela contava com riqueza de detalhes e natural suspense histórias de príncipes, como ninguém. Sabia os “Contos da Carochinha” de cor, embora - como disse - não soubesse ler.
     Foi ela quem primeiro cantou e dançou para nós(tocando castanholas com os dedos) a célebre “Mana Chica do Caboio”
    Assim... soube tornar embevecido esse menino, que viveu o bastante, para pôr no papel o que viu e ouviu encantado...   
    Se assim não aconteceu (ser  a  narrativa que fiz acima, parte do meu primeiro livro) foi porque achei que ao  narrar um pouco da História de Campos dos Goytacazes, estaria abrindo o caminho para a ficção – filha que é da realidade.
     Mesmo assim, estou certo em reafirmar que ela com seus contos, seus cantos e suas danças foi quem me fez despertar para as letras.
    Visto isto, conto aqui a minha introdução como escritor com o “Gente que é nome de Rua”: depois de uma trajetória de produtor de novelas,programas humorísticos,rádio teatro,etc... pelas Rádios Cultura de Campos e Jornal Fluminense passei a produzir(a partir de 1978) um trabalho semanal,na “Campos Difusora”,intitulado :”Nossa Terra/Nossa Gente”. Nele, criei uma subseção chamada “Gente que é nome de Rua”.
Então, me ocorreu a ideia sobre o livro.Escreveria com esse título,um trabalho para-didático,visando ir ao encontro de estudantes e estudiosos  da história de Campos.

Lançado o primeiro volume em 1986, veio o segundo volume(1988) e o terceiro em 2001.”

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DATA ANIVERSÁRIA DO ESCRITOR WALDIR CARVALHO

 Com a intenção de lembrar do escritor,que neste 27 de julho -  se estivesse entre nós -  faria 93
 anos,que o Blog( criado para trazer aos antigos e novos leitores  a vida e obra do autor campista ) que como filha e leitora do mesmo transcrevo  do seu livro  biográfico:"Se Não Me trai a Memória"/2003:

       

             A CASA DE INFÂNCIA DE WALDIR CARVALHO

Foto tirada pelo neto Guilherme

Berço  Vazio
(Waldir Carvalho)

A casa que nasci resiste ainda
Ao natural desprezo ao que é antigo.
Mas para mim parece nova e linda
Pois ali foi meu primeiro abrigo.

A nossa ligação é doce e infinda
Porque debaixo do seu teto amigo,
Muito eu ri na alegria tão bem vinda
E solucei nas horas de perigo.

Se em seu terreiro de bater feijão,
Todo varrido já pela manhã,
Eu joguei malha, baleba e pião,

Hoje eu lhe peço:Abra uma janela
E deixe, ao fim da nossa vida vã,
Que eu fique, ao seu lado, de sentinela!

     (09/07/94)