quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O INTEGRALISMO EM CAMPOS( 1937)

                                   Do livro:"Campos depois do Centenário"volume I
                                                         (Waldir Carvalho)

                                                OBS.:  Clicar na imagem para ampliar

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES (1957)

                                      Do livro: "Campos depois do Centenário" - Volume II
                                                            (Waldir Carvalho)

                                  ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES (1957)
    
    “No dia 14 de setembro de 1957 era criada em Campos, a ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.
    A sua diretoria, composta de mestres, foi assim formada: Presidente – Prof. José Revelles Castanho; Secretário – Prof. Fernando Andrade; Tesoureiro – Prof. Aldano Séllos de Barros.

     Os professores estavam aprendendo a defender os seus direitos...”

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

FESTA DO PADROEIRO (1963)


Do livro: “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” – volume II 
(Waldir Carvalho)


"De  03 de agosto a 06 de agosto de 1963, do programa festivo  constaram atividades religiosas e profanas:

Dia 03-  O prefeito municipal entregou a ornamentação da cidade ao público. 
Inauguração de exposições sobre cana - de- açúcar, de vitrinas, de trovas,de canários hamburgueses, de livros de autores campistas.

Dia 04- Realizaram- se Torneio de Tênis, Regatas, Prova de natação , passeata do Moto Club,exibição da Esquadrilha da Fumaça , Solene Pontifical comemorativa das Bodas de Prata da Congregação Mariana, procissão da bandeira, desfile de Bandas do município.

Dia 05-  Inauguração do asfaltamento da Av.XV de Novembro com a presença  do Governador Badger da Silveira.

Dia 06- Alvorada, XIX Prova Ciclística de São Salvador, Missa solene celebrada pelo Bispo D.Antônio de Castro Mayer  e mais...
Inauguração pelo Governador do Estado  e autoridades municipais do asfaltamento da Rodovia  Campos- Atafona.
Procissão a cargo dos padres Redentoristas.
Show artístico com Luiz Gonzaga e artistas locais; Retreta e fogos de artifício.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

E NA DATA ANIVERSÁRIA DO ESCRITOR...


(Foto: Walnize Carvalho)

...o Blog relembra  a crônica, em que ele  retrata a  sua primeira visita  a praia do
 Farol de SãoTomé

RECORDANDO
(Waldir Carvalho)
                                   

      “A folhinha açoitada pelo nordeste, assinalava 21 de janeiro de 1933. Com os meus dez anos incompletos e a minha calça curta de suspensórios, cavalguei pajeado pelo bom Antônio, durante horas infindas por toda a imensidão dos campos da Boa Vista, deixando para trás: Santo Amaro, Andreza e Cotia.
     O vetusto solar que havia abrigado o general Pinheiro Machado e que se constituía no “sobrado” dos Irmãos Saldanha, foi o primeiro motivo de admiração para meu espírito de criança.
     Penosa a caminhada, mas a busca do desconhecido, dava- me ânimo necessário para prosseguir. O canto lúgubre do vento a lamber incessantemente a planície sem fim, parecia-me com o gemido de almas penadas de histórias que ouvi de Balabá, ou quem sabe, com o lamento perdido, a vagar pela região, dos escravos de Juca Pinto.
      A emoção me trancava a garganta, qualquer expressão de regozijo. Meus olhos, tais quais pernas de compasso passeavam livres  do Xexé ao Algodoeiro, à procura de nem sei o quê. As andorinhas, aos bandos faziam verão e lembrando as donzelas desconfiadas da redondeza, se mostravam incapazes de cair neste ou naquele laço. Os urubus, em atenta observação junto às nuvens pareciam planejar o próximo banquete.
       Eis que algo de novo aconteceu. A paisagem ganhou nova dimensão, surgiu um novo atrativo para os meus olhos já cansados de belezas: o Farol! São Tomé à vista! Era preciso ver pra crer...
    O tapete aveludado, onde as codornas se escondem dos cães, permitiu que os cascos impiedosos do animal, o pisassem, enquanto a alegria ia crescendo na alma do pequeno e curioso viajante.
     Enfeitando o solo de turmalina, divisava-se o prateado de um estreito e retorcido riacho. Uma ponte, tão rústica me levou a imaginar, tenha sido obra dos “heréos” na efêmera temporada na terra goitacá.
      A brisa que soprava agora era mais agradável. Tinha a frescura  da maresia.
       Guiado pela carreira de postes telegráficos fui seguindo ao ritmo massacrante do trote que me oferecia o meu cavalo. E o Farol, marco legendário perdido naquele deserto de areias cor de gemada,ia crescendo,crescendo, se agigantando. Majestoso!
      Uma pausa para descanso do quadrúpede amigo e para contemplar abismado os cinqüenta metros de construção metálica, sustentando o volumoso projetor de fabricação francesa. Ali estava o guia dos navegantes e dos retardatários peões da Fazenda Boa Vista.
        Mais adiante, o ponto alto do espetáculo: o mar. Indescritível o que senti naquele momento. A vastidão oceânica tinha um aspecto fantástico. O belo (a cortina que se abria)  e o horrendo (o ronco, como um trovão, que se elevava de suas águas revoltas) se mesclavam: a ondulação iniciada ao longe ia se avolumando ao se aproximar da terra firme formando uma curiosa cordilheira, para em seguida derramar-se -  violentamente -sobre indefesos crustáceos, e culminar beijando a areia carinhosamente.
      Há dois palmos acima das ondas, um pássaro malabarista, preparava-se para fisgar um peixe...
      Tudo tão maravilhoso, tão real ainda hoje em minhas lembranças, que ouso dizer, encarnando o menino que julgo sempre ser, que ótimo foi o tempo, que no dizer de Casimiro de Abreu, “os anos não trazem mais”!...”


      (Verão/94)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

SÓ, NA MULTIDÃO



        Em seu livro: SÓ, NA MULTIDÃO, no qual o autor revela pensamentos que o dominaram em várias ocasiões ,distribuídos em oitenta e duas crônicas,o escritor compôs três delas sobre os títulos sugestivos de: “Tempo de Nascer”,  “Tempo de Viver”e “Tempo de Morrer”.
      Dessa forma, o BLOG extrai fragmentos de cada uma delas (sem macular a essência da escrita) e transcreve.
        Escreveu assim, Waldir Carvalho:
      “Do sonho de dois corações que se amam, acaba surgindo uma doce realidade: o casamento.
       Tempos depois, algo virá para selar o grande amor: o filho.  
       A nova ansiedade cresce no coração do casal. E os planos são tantos!A imaginação evolui, ganha proporções incomparáveis. Menino? Menina? Tanto faz!
      As horas passam e nasce o pequeno ser.
      O choro da criaturinha parece ter a percepção antecipada e intuitiva de que irá viver em um  Mundo - Escola em que as provas - quase todas -  serão eliminatórias.
      Desse pequeno ser, muito se espera; muito se oferece.
       Ele se torna fonte de toda expectativa, alvo de todas as atenções e núcleo de todas as alegrias.
      E o tempo passa... A criança, livre de maiores amparos procura trilhar o caminho com seus próprios pés. Cabe a ela seguir; dar resposta na proporção de seus atos; pedir conselhos; amparar seus semelhantes.
      É hora de fundir novas matizes; de modelar formas produtivas; usufruir desse seu tempo de jovem,onde a mente está apta para as mais arrojadas criações e  assim justificar a sua passagem entre os mortais...
      É chegado o terceiro tempo.
      O desgaste natural, do invólucro cansado de transportar o verdadeiro ser, é prenúncio da grande transformação, que faz parte do aprendizado.
      É o momento de reunir as experiências vividas, na esperança de que seus exemplos e atos sirvam de modelo para os que buscam a fórmula de um bem viver.
     Vale como reflexão desse novo momento, uma lenda que conta: ‘Um homem de avançada idade estava plantando uma mudinha de pessegueiro,quando foi interpelado por um vizinho,que indagou: - Pretende comer pêssego desse pessegueiro? O ancião, tranquilamente, apoiando o corpo sobre a pá, que tinha nas mãos, respondeu em tom sereno: - Não, meu caro! Estou certo, de que com minha idade, isso não será possível! Porém, devo dizer que, durante toda a minha vida saboreei pêssegos... mas nunca plantados por mim mesmo’.
    Acredito que, todo aquele que chega ao limiar de uma nova forma de existência e tem a certeza de praticou o Bem, sem visar recompensa, está certo de que cumpriu sua missão.
       O que importa é termos usado a força de nossos braços, o poder de nossos pensamentos e a energia de nosso coração na tarefa de ser útil ao nosso semelhante.”

sexta-feira, 14 de julho de 2017

INAUGURAÇÃO DA RODOVIA DO AÇÚCAR (1962)

                  INAUGURAÇÃO DA RODOVIA DO AÇÚCAR
                                
                    Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II
                                          (Waldir Carvalho)

     "30 de junho de 1962: Dia festivo para a população de toda Baixada Campista.Era inaugurada a "Estrada do Açúcar.
   Na oportunidade o autor deste livro - filho da região - tomado pela emoção dos seus conterrâneos,publicou em três partes,no jornal "A Notícia"  o ensaio que se segue".

O blog reproduz fragmentos:

RODOVIA DO AÇÚCAR

   “Rodovia do açúcar! Estrada do Açúcar para os novos; Estrada Grande para os nossos avós...
   Agora crismada com a doçura de um título, que te faz portadora de nossa crescente  admiração..
   Tu testemunhaste o dia-a-dia da gente simples, que te percorreram desde  tempos idos.
   Tu nasceste como nasce o rastro desordenado feito pelos pés do gado, através do campo em demanda do riacho mais próximo. Foram - sem dúvida- os índios goitacaz, quem te traçaram em dia que vão longe.
  Depois foste o trilho dos mamelucos. Mais tarde, te tornaste caminho preferido dos missionários Carmelitas e Beneditinos, que às suas margens ergueram os primeiros templos religiosos. Também serviste de via de comunicação aos Assécas, que se fizeram donos da Capitania dos Sete Capitães...
    Por ti, transitaram na calada da noite escravos fugitivos de fazendeiros de engenhos.
   Quantas cenas se desenrolaram em todo o seu percurso: o Barão da Lagoa Dourada fez de ti um roteiro de realeza e dotou-te de caminho de ferro; Pinheiro Machado encontrou na Boa Vista , um pedaço tranquilo para se lembrar do seu Rio Grande do Sul...
   Quantos carros, velha estrada, se viam atolados em seus lamaçais com destino à praia do Farol de São Tomé antes do calçamento...
   Tu viste depois surgir a estrada de rodagem e por ti passarem, carros de passeio e transporte coletivo...
   Estrada do Açúcar! Dos cantadores de reis, dos boiadeiros, do cantar dos galos, da camada espessa de sereno !...

E, de repente, a inauguração!
Dia máximo de tua História!

   Tu sentiste como que a acariciar-te o toque de pneus ligeiros; dos sapatos em pés apressados; a suavidade de pés descalços de gente humilde no teu dia de festa...
   Tu ouviste, na hora de tua inauguração como rodovia asfaltada, a música da banda de Santo Amaro, da Lira de Apolo; o eco emocionado dos oradores e  o aplauso efusivo de pessoas - como eu –que aprenderam a dar os primeiros passos por ti em agradecimento ao grande feito neste 30 de junho de 1962.”

sexta-feira, 7 de julho de 2017

CAMPOS DOS BOITATÁS


                                                             (carros de boi da Boa Vista)
                                                                Waldir Carvalho
"Campista,nascido na Baixada,onde a ondulação dos extensos canaviais forma um tapete de esperança e as chaminés das usinas representam marcos de um progresso que reflete todo o denodo de um povo sempre voltado para o trabalho".
(Fragmento da introdução do livreto)

Explicação ao leitor do blog: O autor tinha por hábito,durante o período de veraneio na praia do Farol de São Tomé transcrever para livretos artesanais, alguns de seus textos produzidos na época do rádio e distribuir entre parentes e amigos nas tardes daquele aprazível balneário.
Eis ,então, a amostra da primeira página de uma de suas criações literárias ,desta feita impressa no ano de 2004.

terça-feira, 4 de julho de 2017

WILSON BATISTA

Do livro: "Gente que é Nome de Rua" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

WILSON BATISTA

    Nasceu em Campos no dia 3 de julho de 1913.
    Estudou na Escola de Aprendizes Artífices, onde aprendeu a profissão de marceneiro.
    Foi levado pelo tio Ovídio Batista para aulas na Sociedade Musical Lira de Apolo. Desta forma, Wilson gostou do ambiente e fez sua estreia como músico tocando triângulo.
    Na década de 30, o pai resolve transferir-se com a família para a Capital da República.
    Uma vez no Rio de Janeiro, Wilson Batista foi até a Light e conseguiu a ocupação de acendedor de lampiões a gás pelas ruas.
    Em determinado dia deixou o emprego e foi bater no Teatro Recreio, na Praça Tiradentes. Arranjou trabalho: foi ser eletricista e ajudante de contra regra. Talvez houvesse até um lugar pra ele no palco. Nem chegou a pensar nisso. O seu caso era a música.
    1929. Wilson Batista (16 anos) tem prontos seus primeiros sambas. O primeiro deles “Na estrada da Vida”, que foi interpretado no teatro pela mais famosa cantora da época- Araci Cortes.
    Sua primeira gravação em discos ocorreu em 14 de novembro de 1932 na RCA Victor com o samba “Por favor, vai embora” com parceria de Benedito Lacerda e Osvaldo Silva.
    Consta que por vários anos ele sobreviveu em meio ao reduto dos sambistas (chamados de malandros): Lapa, Praça Tiradentes e na “esquina do pecado” junto ao Carlos Gomes ,de onde surgiu seu samba: “ Lenço no pescoço”(onde exalta os desocupados)gravado por Sílvio Caldas.
    Acontece que Noel Rosa, resolveu contestar aquela exaltação à vadiagem e o fez com o samba “Rapaz folgado”. Era o início de uma polêmica que faria história na música popular...
    De lá pra cá a produção de Wilson Batista foi impressionante. Teve como parceiros nada menos de 70 aficionados da nossa música.
   Afortunado compositor! Pobre Wilson Batista! A boemia levou todo ouro que conseguiu garimpar! Morreu no Pronto Socorro do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro no dia 7 de julho de 1968


     *RUA WILSON BATISTA: Parque Aldeia/Guarus.

     Nota da blogueira: Por se tratar de vasta biografia feita pelo autor (4 páginas) fiz um resumo (usando - claro - as palavras contidas na obra) .

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SÓ,NA MULTIDÃO



     Na introdução, assim relata o autor: “ Em primeiro lugar, necessário se faz explicar o título deste livro - SÓ, NA MULTIDÃO ( datado de 1984),  que reúne crônicas, homenagens, monólogos, onde através dessas páginas, procuro expor  de maneira séria aqueles pensamentos, que me dominaram em várias ocasiões.
          Não se trata de, em momento algum, termos no sentido: sós, isolados da multidão. Pelo contrário, estamos revelando que, apesar da grande influência, que o ambiente exerce sobre nós, por várias vezes, nos foi possível ficar a sós no meio de tantos e, observando o comportamento de todos, encontrar motivos para as páginas que neste trabalho foram inseridas”.
             
Sendo assim... o blog reproduz  uma das páginas,  em cujo contexto vale uma reflexão. O título é: 
                                                         AMANHÃ
                                           ( WALDIR CARVALHO)

 “ Um dia a vida da gente se torna um lago sereno a refletir o multicolorido das flores e o movimento silencioso das nuvens. Mais do que isso.Traduz-se numa canção permanente de pássaros felizes externando uma alegria que não conseguem deter.É tudo paz.Paz de causar inveja.Paz de cartões  de Natal.Duradoura.Eterna...Quem disse?
        De repente, tudo muda. O ar se enchendo do aroma que exalam as masmorras, as aves passam inquietas e o vento do pior vendaval a tudo açoita impiedosamente.
        As portas e as janelas da nossa existência são insuficientes para impedir todo um furioso temporal de intrigas, infâmias e injustiças.
        Somos arrastados sem saber como e porque, mergulhados num oceano de incompreensões, tragados pelas ondas da incerteza.
      Mas, esse mesmo vento que tudo arrasa,que tudo carrega, acaba por arrancar a página de um inspirado livro e colocá-la casualmente ( se é que o acaso existe) em nossas mãos.Nela os nossos olhos vão descobriras palavras do sábio: “Assim como o camelo suporta o trabalho, o calor, a fome e a sede pelos arenosos desertos sem desmaiar, do mesmo modo a fortaleza de um homem deve acompanhá-lo em todos os momentos de perigo”.
        É intuitiva a mensagem de quem com persistência soube colher da vida as melhores experiências. A lição é válida.
       Amanhã é sempre um outro dia.Um outro  dia não deixa de ser uma risonha promessa de esperança.E a esperança jamais deixou de constituir a mais sábia das opções.
       Saibamos esperar. Nada nos atina que o melhor não virá. Tudo indica que o próprio mal é passageiro.
        Não espera a bonança que passem as longas horas da tempestade?Não espera a aurora de um radioso dia pelo sol que se oculta por tanto tempo sob o manto negro da noite?
      Saibamos suportar o trabalho, o calor, a sede e  a fome dos interesses contrários estimulados pela força triunfal, que emana da consciência tranquila de todo homem cumpridor do seu dever.

      Nesta vida, tudo passa.Nada fica.Nem a própria vida.”

quarta-feira, 21 de junho de 2017

TROLLEYBUS POR ÔNIBUS(1967)


TROLLEYBUS
Do Livro: “Campos depois do Centenário” volume III
( Waldir Carvalho)

   “31 de agosto de 1967: Era anunciada, por porta - vozes do Governo Estadual, a troca de linhas aéreas dos trolleybus para em seu lugar, trafegarem ônibus a óleo diesel.

   A  nota foi assinada pelo Sr. Secretário Saramago Pinheiro."

terça-feira, 13 de junho de 2017

A RODA DOS EXPOSTOS

     
O blog revisita uma das obras do autor (Waldir Carvalho):A RODA DOS EXPOSTOS. 
                                   
        Trata-se de um romance histórico, anteriormente novela radiofonizada, também escrita pelo autor.
“Um drama em que coloca em primeiro plano, uma menina nascida de “um amor proibido”, filha de mísero serviçal com moça da alta estirpe campista.
Esta pobrezinha criatura ,indesejada pelo avô materno - verdadeiro potentado do açúcar - é depositada, no silêncio da noite escura na roda dos expostos, armação giratória de madeira, de formato típico, entalhada num dos vãos externos da antiga e vetusta Santa Casa de Misericórdia, na praça de São Salvador,em Campos.
Ali, sem nome e sem origem conhecida foi recolhida por mãos caridosas da Irmandade religiosa” e segue...



quinta-feira, 8 de junho de 2017

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL WALDIR PINTO DE CARVALHO

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL
WALDIR PINTO DE CARVALHO

Arquivo Público Waldir Pinto de Carvalho
Estrada Sérgio Viana Barroso, 3060, Goytacazes, Campos dos Goytacazes-RJ

       O Arquivo Público Municipal foi criado pela Lei nº 7.060 de 18 de maio de 2001 e inaugurado em 28 de março de 2002, a partir de projeto elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense “Darcy Ribeiro” (UENF), com a supervisão do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ) e o apoio da Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte). Está instalado no Solar do Colégio, entre Goitacazes e Tocos. O Solar do Colégio é a construção sólida mais antiga de Campos e data do século XVII. No local funcionou até 1759 a sede de uma grande fazenda que pertencia ao Colégio de Jesuítas Santo Inácio. Desde 2010 homenageia em seu nome o escritor e memorialista Waldir Pinto de Carvalho (1923-2007).
O Arquivo de Campos, exemplo de preservação arquitetônica e memória documental, recebe uma grande quantidade de visitas, sendo a maioria de estudantes universitários, que vão ao local para pesquisar, geralmente para monografias, dissertações e teses de conclusão de curso.
(Fonte: http://www.aaerj.org.br)



(Foto Aérea: Carlos Alves)



     OBS.:Em 2010  através da Lei nº 8.203, de 28 de dezembro de 2010 passou a
denominar Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho.

     



sábado, 3 de junho de 2017

FORUM NILO PEÇANHA (1935)




                         FORUM NILO PEÇANHA:O PALÁCIO DA JUSTIÇA( 1935)
                                  (  Do livro:"Campos Depois do Centenário"- vol.I)
                                                       Waldir Carvalho

    “No começo deste século,o setor judiciário de Campos tinha o seu funcionamento descentralizado.
    O Tribunal do Júri  funcionava numa parte da cidade, o Gabinete dos Juízes,noutra e os poucos tabeliães haviam instalados seus cartórios,embora no centro comercial,em prédios distanciados uns dos outros.
     Surge, então, a ideia de agrupar toda a máquina judiciária num só lugar.
     A construção de um grande edifício capaz de abrigar tribunais e cartórios, foi assunto bastante discutido e, finalmente, aprovado.
    Deste modo, e, ‘em virtude da Deliberação nº 202,de 17 de julho de 1919, a Câmara Municipal doou ao Governo Fluminense, os terrenos em que foi edificado o Palácio da Justiça.
A inauguração do Forum(cujo orador oficial foi o historiador Alberto Lamego,teve início com atos solenes e festivos ,que foram levados a efeito desde o dia 11 ao dia  28 de março de 1935."

terça-feira, 23 de maio de 2017

A CASA DO JOÃO DE BARRO


                       
                                                    A CASA DO JOÃO - DE - BARRO
                                                                        Crônica
                                                                          (1993)

 (Um dos vários recortes de jornais encontrados no acervo do escritor Waldir Carvalho)


       Amante que sou da Natureza, certa vez em viagem para a minha querida  baixada estacionei o carro sob a sombra de uma árvore frondosa e passei a me deliciar com o canto dos pássaros.
        Foi quando, descobri entre a forquilha de um pé de jenipapo, uma casa de João -  de -  Barro. Até aí, nada demais! Bem... eu poderia embelezar a descrição do achado lembrando que - via de regra - a moradia tão bem erguida por aquele pássaro, costuma ser sobre o esbulho ou seja a tomada de assalto por preguiçosos periquitos, que nela se alojam para pôr seus ovos e ganhar seus rebentos.
        Acontece que o que, realmente, me chamou à atenção, foi o fato de não ser uma casa de João - de - Barro qualquer: tinha dois andares...Um sobrado, sim senhor!
Deveria ser uma construção normal por aquelas bandas, mas foi a primeira que encontrei.
       Como o bom senso me impediu de invadir o domicílio alheio, acabei ficando com e dúvidas que me perseguem: Teria o pássaro, João - de - Barro, penetrado no reino da Razão e progredido em seus projetos? Teria invejado os humanos, que moram em apartamentos?
Na verdade, acredito que tenha sido obra de outro João, que achando a base pronta, só teve o trabalho de levantar as paredes e o teto.
       Todavia, prefiro a ilusão de acreditar, que os animais possam pensar até 10 vezes, antes de fazer alguma coisa.
          Mesmo porque -  acreditem - já vi em plena Av. Getúlio Vargas no Rio, um cãozinho só atravessar após olhar para um lado e para o outro...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

NOSSA TERRA, NOSSA GENTE

                                                   JOÃO BATISTA VIANA BARROSO

NOTA DO BLOG.:Encontrado no Acervo do historiador WALDIR CARVALHO , um de seus programas radiofonizados:NOSSA TERRA;NOSSA GENTE datado de 09/08/1975.
      Vale o registro pela passagem ,hoje, do Aniversário do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho( antigo Solar do Colégio).
     Nele o autor faz referência ao sr.João Batista Viana Barroso(Sinhô Barroso)  , que foi proprietário do SOLAR DO COLÉGIO.
     Vale recordar que o casarão pertenceu aos jesuítas e que, dissolvida a Companhia de Jesus pelo Marquês de Pombal,foi à praça  e arrematada pelo português  Joaquim Vicente dos Reis.
     O avô  de "Sinhô Barroso" herdou a fazenda e o solar de Joaquim Vicente dos Reis,de quem era genro.
      Assim...João Batista Viana Barroso ali viveu e veio a falecer com mais de 100 anos.
      Era um   representante autêntico  da velha aristocracia rural de Campos.
      Sua figura fidalga e senhoril compunha a arquitetura do velho casarão.
      Era um cavalheiro,que recebia visitas com chá servido em chávenas ,que integravam o relicário de antiguidades do Solar,
          Mas ,não se deteve apenas à fidalguia.Foi um ativo líder da lavoura da cana e um dos fundadores do Banco dos Lavradores...
 

Em tempo.:O referido programa " NOSSA TERRA;NOSSA GENTE tinha duração de  1 hora e ía ao ar pela Rádio Campos Difusora, nas tardes de sábado.
     Sendo assim, a vasta biografia  do João BatistaViana Barroso está escrita e  bem guardada em amareladas folhas de papel,mas que o Tempo não consegue destruir...




terça-feira, 16 de maio de 2017

PHARMÁCIAS DA DÉCADA DE 30



                                                        (foto meramente ilustrativa)

                          Do livro:  “CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO” –volume I

                                                            (Waldir Carvalho)

sábado, 13 de maio de 2017

ESCRAVIDÃO VERSUS ABOLIÇÃO

Nota do blog.: este recorte de jornal trata-se de uma página escrita por WALDIR CARVALHO no jornal A CIDADE em 14/05/88, em que o historiador  citado narra vários episódios da História (ligados à Escravidão)em forma de cenas de  peça  teatral...

  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

FIM DO VELHO TRIANON (1975)

FIM DO VELHO TRIANON


 FIM DO VELHO TRIANON
(Waldir Carvalho)

   Encontro no acervo do escritor várias páginas  datilografadas pelo autor (não localizada se transformou em crônica ou pertenceria ao projeto do "Campos depois do Centenário" - Vol. IV).
   Transcrevo,pois, fragmentos:
  " No início do mês de junho de 1975 foi impresso e distribuído um convite à comunidade campista:

C O N V I T E

CINE TRIANON
(Programação beneficente do Lions Clube de Campos)
"Noite do Adeus"- sessão despedida com o filme  GILDA
Dia:08/06/1975
20 horas
Cr$ 20,00
 PROGRAMA:
Às 19 horas:
   Recepção pelos componentes do Lions Clube de Campos, ofertando chaveiros aos possuidores de tickets.
Às 20 horas:
Apresentação do filme: GILDA
Com: Rita Hayworth
Glen Ford
George Mc Cready
Produção: Virgínia Van Upp
Direção: Charles Vidor
Ano: 1921
Campos, 08 de junho de 1975

   A seguir, o escritor transcreveu, na íntegra o texto contido no livreto/convite com o histórico do monumento histórico, que vai desde a INAUGURAÇÃO  DO THEATRO TRIANON (25/05/1921) com suas instalações (nº de cadeiras, frisas, balcões, camarotes, galerias) quanto à fabulosa "orchestra"com elenco de 105  personagens... ( o que nos cabe somente a citação).
   Ao término escreve Waldir: "Depois, como ninguém desconhece, o melhor do teatro, da música e do cinema internacional passou pelo Trianon. Alguns nomes: Leopoldo Fróes, Alda Garrido, Aracy Cortes, Vicente Celestino, Bidu Sayão, Procópio e Bibi Ferreira, Raul Roulien, Mesquitinha, Carmem Miranda, Mojica, Dulcina, Eva Tudor, Henriqueta Brieba , entre muitos e muitos...
   Somente os campistas - governantes e povo -   que desconheceram a bela história do Trianon de Paula Carneiro, foram, por falta total do verdadeiro bairrismo, capazes de permitir que houvesse uma tristíssima "Noite do Adeus" em 08 de junho de 1975...

terça-feira, 25 de abril de 2017

PRAÇA SÃO SALVADOR





Praça São Salvador
(Waldir Carvalho)

Do livro de crônicas: Só, na multidão

                                                (Crônica escrita pelos idos de 70)  

    Domingo. Cinco e meia da tarde. Tarde cinzenta desse outono que custou a chegar. Depois de uma volta pela cidade, encontro um lugar para estacionar o carro num dos lados da Praça Santíssimo Salvador. Corro os olhos por todos os lados e vejo tudo.
Poucas pessoas se movimentam.
Os bancos, quase todos estão vazios.
A maior parte das confeitarias estão fechadas. Seus proprietários, se não foram ao cinema, por certo estão à frente da televisão, em companhia do Sílvio Santos.
A Basílica Menor está aberta.
Junto ao Monumento do Expedicionário, pregadores evangélicos chegam ao final de suas doutrinações e se retiram em paz com suas consciências.
Passa, de surpresa, voltando à praça, um ônibus de turistas, olhares ávidos que procuram gravar as melhores impressões de uma cidade, cujo nome, de há muito anda longe.
Fecho os olhos.
Vejo mais coisas ainda. Vejo o passado, longe de ser o futuro que é este presente aí.
Vejo Plutões, Macarroni. Vejo o “Café Java” repleto. Vejo o “Andrade” e o “Ideal” despejando caldo de cana gelado na garganta quente dos forasteiros.
Vejo mais.
Vejo a “Brasileira” do português Sabino, matando a sede dos amantes da cerveja.
Vejo o Ponto Chic.
Vejo a fileira de bondes despejando gente de todos os bairros na porta sempre aberta do “Central”.
Vejo, finalmente, o povo reunido conversando festivamente ouvindo a música da Lira de Apolo ou Guarani.
E pensar que tudo isso e muito mais, passou de vez, sem promessa de voltar!
Era bom aquele tempo! Por que, então, não fazemos qualquer coisa no sentido de provar que a “história se repete”?




terça-feira, 18 de abril de 2017

Enchentes do Rio Paraíba




                                                                Do baú do Waldir

Nota do blog.: Embora sem datas, publico estas fotos encontradas no acervo de Waldir Carvalho pela Beleza nelas contidas e pelo registro de uma época.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

CAIS DA LAPA( 1959)

                                                     
Conforme nos narra o historiador Waldir Carvalho em “Campos depois do Centenário” Vol. 1, o CAIS DA LAPA foi inaugurado em 20 de setembro de 1959.

    Mediante esse fato relevante, suscitou no homem de letras, escrever o texto reproduzido a seguir:

LAPA: FÊNIX DA PLANÍCIE
(Crônica de Waldir Carvalho publicada no jornal “A CIDADE” em 12/04/1960)

     “A Lapa está voltando a ser a Lapa...”
    Dá até vontade da gente cantarolar a música do carnaval do passado, sucesso do também inesquecível Chico Alves. E por que esse desejo de cantar,por certo,indagarão?
     Ora, porque a Lapa, sim a nossa Lapa, está voltando a ser a Lapa. Ressurge, para alegria de todos nós que a veneramos, na mente dos homens públicos.
     Como a de do carioca boêmio, a nossa Lapa teve os seus dias. Sua história não está ligada à boemia de um povo, mas ao seu progresso, ao seu romantismo, acima de tudo.
     O tempo começou a passar depressa. O campista não podia viver mais como no tempo dos barões, com a calma no andar, no falar, no agir. Até a gostosa sesta do meio dia, acalentada pelo tropel dos muares e puxar carroções, o “nordeste” levou. O campista viveria, então, de saudades, de sonhos vividos. Em seus devaneios, ele se manteve presente no passado... Em seus momentos de lazer, roubadas às obrigações de um cotidiano quase sem sentido, viu na tela da recordação, a Lapa dos seus bons dias .A lapa com suas palmeiras ,com suas figueiras da Índia, com seu velho cais enfeitado de velas brancas.
     Ah!... O campista, poeta de nascença viu-se até acomodado no “banco das cismas”, tal como Azevedo Cruz contemplando o Paraíba nas noites de luar fazendo cócegas na curva da Lapa.
    Era tempo de despertar. A Lapa da igreja secular, dos soldados que acordavam com a alvorada dos pardais, da Fábrica, que é patrimônio da gente operária, estava a merecer os cuidados  dos tempos modernos.
   Embora constrangendo os homens queimados das embarcações primitivas, constrói-se o CAIS. Depois, bate-estacas com seu barulho constante, afugentam o “Ururau” - inquilino de um velho sino - segundo Gastão Machado e ergue-se a ponte.
     Que faltava agora à Lapa? Quase nada e tudo.
     A Lapa era toda ,um quadro sem moldura.
    Só um campista divisando a cada hora o cenário incompleto poderia sentir na alma, o desejo urgente de retocar o quadro,iluminar o proscênio fazendo com que a fênix da planície ressurgisse como uma esperança no coração de cada filho da terra.

quarta-feira, 22 de março de 2017

PONTE DA LAPA

Ponte Saturnino de Brito (Ponte da Lapa)

Do Livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2
(Waldir Carvalho)

PONTE DA LAPA

   A inauguração da ponte sobre o rio Paraíba em frente ao bairro da Lapa, ocorreu no dia 17 de outubro de 1964. O ato que teve caráter político, contou com a presença de figuras importantes da vida pública brasileira.

O Ministro Juarez Távora entre o Prefeito Rockfeller de Lima e o Deputado Alair Ferreira.

   Convidado especial do anfitrião da festa - Deputado Alair Ferreira - presidiu a inauguração o Sr. Juarez Távora, então Ministro da Aviação e Obras Públicas. Outros nomes de destaque: engenheiro Miranda Carvalho; Rockfeller de Lima, Prefeito de Campos e Alberto Dauaire, Prefeito do vizinho município de São João da Barra. À princípio, dois nomes de pessoas ilustres disputavam a identidade da ponte: Juscelino Kubitschek e Saturnino de Brito.


quarta-feira, 8 de março de 2017

E no Dia da MULHER...


                            Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 1

(Waldir Carvalho)         
         Duas mulheres campistas estiveram na Segunda Guerra Mundial. Uma delas, foi a Segunda Tenente Lília Pereira da Silva. Filha de Paulino Pereira da Silva e Aidée Guimarães e portadora do diploma de enfermeira, incorporou as Forças Expedicionárias, marcando a presença da mulher campista na guerra que abalou o mundo de 1939 a 1945. Lília prestou o melhor dos seus serviços e, mesmo tendo sido acidentada, voltou ao nosso país, vitoriosa, em 27 de dezembro de 1944.


            A outra, foi Maria José Vassimon de Freitas, que nascida na terra de Benta Pereira, esteve servindo às Forças Expedicionárias durante o conflito. Filha de Joviniano Freitas e Maria Vassimon Freitas, Maria José, na condição de Enfermeira Socorrista, deu a melhor de sua contribuição, atendendo os feridos que puderam ser retirados dos campos de batalha. Não é sem motivo que a bandeira do nosso município traz esta inscrição: "Aqui, até as mulheres lutam pelo Direito!"